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Apostas de futebol

The current Portuguese and Italian champions, Porto and Juventus, will go head-to-head at the Estadio do Dragão in the first leg of the Champions League round of 16.

One of the main focuses of the encounter will be Cristiano Ronaldo. The former Sporting academy graduate will be returning to his country to face old rivals Porto and that will probably be a good motivation for him to try to score and help 'La Vecchia Signora' to get a good result. However, the Portuguese superstar has won just one of his six matches against Porto in his career.

Cristiano Ronaldo always a threat

Ronaldo's ambition seems not to have limits and he will try to elevate the team's level - as he did at Real Madrid - when needed in order to reach the final and win a sixth Champions League title.

Although Juventus are not having their best season, they have improved their game and results over the last weeks, despite their Serie A loss to Napoli last time out.

Juventus took first place in Group G after a 3-0 win over Barcelona at Camp Nou in their last Champions League outing, progressing to the knockout stages for the seventh successive year.

Stats prove Porto are a solid team

Porto's performance in Group C was actually quite good: they finished in second position behind heavy favourites Manchester City, winning four of their six games as they progressed to the knockout phase for the fourth time in a row.

The hosts have some injury issues in their squad. Nanu and Zaidu Sanusi have been unavailable through injury recently, as well as midfielder Otavio, who hasn't recovered from a muscle injury.

Taremi and Marega up front

The good news for coach Sergio Conceiç ã o is that Mexican Jesús Corona returned from suspension last weekend and will feature from the start alongside Mateus Uribe.

Mehdi Taremi and Moussa Marega are expected to be the men to threaten the Italian goal, since they have a combined 15 goals and 10 assists in the Portuguese league so far.

Ramsey and Dybala travelled to Portugal

As for the visitors, they won't be able to call upon Juan Cuadrado, who suffered a muscle injury last Saturday against Napoli, so Danilo and Alex Sandro will be in charge of defensive duties.

Arthur has stayed in Turin, while Aaron Ramsey and Paulo Dybala have travelled with the team. Federico Chiesa will probably be in the starting XI while Weston McKennie could take Federico Bernardeschi's spot.

And in the attack, it seems there is not much debate: Cristiano Ronaldo and Álvaro Morata will be the chosen ones once again. The Spanish forward has scored six goals in the Champions League this season and is tied at the top of the competition scoring charts.

What time does the Porto vs Juventus match start?

The 2020/2021 Champions League match between Porto and Juventus will be played at the Estadio do Dragão (Porto) and will kick off at 21:00 CET on Wednesday 17 February 2021.

Where can I watch Porto vs Juventus?

No matter where you are on the planet, you can see what channel the Porto vs Juventus match is available on here.

Portugal: Eleven Sports 1 Portugal, TVI.

Italy: NOW TV, SKY Go Italia, Sky Sport 252, Sky Sport Uno

United Kingdom: BT Sport App, BTSport, BT Sport 2.

United States: CBS All Access, TUDN USA, UniMás, Univision NOW, ZonaFutbol, TUDN App, TUDNxtra, TUDN.

Is the Porto vs Juventus game online?

Porto-Juventus is available in most nations through the rights holders' online platform, if they have one. The best option is to check who is showing the game in your country and if they have an online service or iOS/Android app to watch it on.

For example, CBS Sports Network has the rights to the Champions League in the US and you can watch the games on CBS All Access.

Porto vs Juventus: AS English live coverage

You can also follow our live text commentary, with all the key statistics, here on AS English. We will be building up to the match throughout the day before giving you a minute-by-minute account as it unfolds.

Tribuna Expresso

Tribuna Expresso

Há jogos que nunca existiram, clubes sequestrados e resultados forjados na bancada. As redes internacionais de manipulação de apostas alastram pelas divisões secundárias do futebol português. O relatório mais recente da Federbet, a publicar em setembro, lança suspeitas sobre mais cinco partidas — duas delas na Primeira Liga. Ninguém está a salvo. Nem se sabe como travar a ameaça

Há jogos que nunca existiram, clubes sequestrados e resultados forjados na bancada. As redes internacionais de manipulação de apostas alastram pelas divisões secundárias do futebol português. O relatório mais recente da Federbet, a publicar em setembro, lança suspeitas sobre mais cinco partidas — duas delas na Primeira Liga. Ninguém está a salvo. Nem se sabe como travar a ameaça

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Um orifício no muro do topo do Estádio da Tapadinha, em Lisboa, permite espreitar para o relvado daquele que já foi um dos recintos desportivos mais emblemáticos da capital. Mas o campo do Atlético Clube de Portugal, um clube histórico — dos 15 com mais participações na Primeira Liga —, exibe claros vestígios de decomposição: as paredes descascadas, ervas a nascer nas bancadas e painéis publicitários em derrocada. “É como se um vírus tivesse entrado pelo portão e consumido lentamente o corpo do clube”, diz José, um adepto que leva o filho aos treinos. Uma figura de estilo que não foge muito dos factos: em 2013, a antiga direção do Atlético, liderada por Almeida Antunes, vendeu 70% da SAD à Anping Football Club Limited, uma empresa sediada em Hong Kong e propriedade do chinês Mao Xiaodong (conhecido no Ocidente como Eric Mao), já indiciado pela UEFA por fortes suspeitas de corrupção na combinação de jogos para apostas. O preço: 175 mil euros, dos quais apenas 50 mil foram pagos. Desde então, o Atlético desceu duas divisões, desmembrou-se entre SAD e clube (tem duas equipas, uma da SAD e outra do clube), perdeu sócios, enterrou-se em dívidas e foi investigado por suspeitas de manipulação de resultados.

Na bancada, junto à secretaria, o presidente recém-eleito, Ricardo Delgado, de 38 anos, olha em redor na tentativa de encontrar uma solução para salvar a instituição. “O Atlético foi sequestrado tanto financeiramente, com várias contas por pagar, como desportivamente, porque o regulamento não permite que a equipa do clube [na 2ª divisão distrital] ultrapasse a da SAD [duas ligas acima, na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa]. Nós só queremos distância em relação aos investidores e restituir a honra ao clube”, diz. Uma distância que é facilmente comprovada na secretaria — os gestores da SAD foram expulsos do estádio, não há números de telefone e mesmo a correspondência, com muitas dívidas, é devolvida à procedência.

Em maio de 2016, Armando Hipólito, acabado de ser empossado como presidente, perdeu a paciência e fechou a cadeado as instalações da Tapadinha usadas por Xialong “Bruce” Ji e Xinxin “Nancy” Cao, os representantes de Eric Mao em Alcântara. “O ‘Bruce’ é um homem sem qualquer dignidade, sem escrúpulos”, acusa Hipólito. “Pressionava os treinadores para colocar em campo os jogadores que queria e chegou a forçar a entrada no balneário. Nas reuniões, olhava para o teto, desprezando completamente o que lhe dizíamos. Nunca deu um cêntimo para o aluguer das instalações e tinha à porta um carro alugado que nunca pagou. Tivemos de ligar à empresa para vir cá buscar a viatura.” Mao raramente foi visto pela Tapadinha. “Nancy” deixou de aparecer em novembro de 2015. “Bruce” Ji acabou por se tornar o único rosto asiático da SAD. Envolveu-se em muitos conflitos: acabou a primeira época aos empurrões com o treinador Jorge Simão, que viria a orientar o Sporting de Braga, e levou mesmo uma bastonada na cabeça de Fernando Piedade, à época vice-presidente do clube. “Mas fizeram as pazes e hoje são amigos”, diz um ex-dirigente. Hipólito afirma que o chinês nunca ostentou uma vida faustosa e que mandava vir pizzas quase todos os dias para o seu escritório.

“Não podemos pensar nestas pessoas como elementos da máfia clássica, bem vestidos, com bons carros e em restaurantes caros. Muitos destes tipos, e este deve ser mais um caso, são jogadores compulsivos, arrastados para redes internacionais de manipulação de resultados. Todo o dinheiro que ganham nos jogos que combinam acabam por gastá-lo em apostas normais”, diz o italiano Francesco Baranca, secretário-geral da Federbet, uma organização que monitoriza as apostas desportivas online e luta contra os jogos combinados.

Baranca foi dos primeiros a alertar para os perigos do investimento chinês no Atlético, mesmo antes de a UEFA, em 2014, ter enviado às autoridades desportivas portuguesas um documento secreto que denunciava os antecedentes de jogos arranjados por Eric Mao na Letónia e na Estónia e as suas prováveis ligações a Wilson Raj Perumal, um antigo cabecilha do Sindicato de Singapura — a mais prolífera organização de fraude em apostas desportivas —, que viciou largas centenas de partidas em todo o mundo. A carta acabou por ser revelada no Football Leaks. “Eric Mao é uma personagem suspeita com ligações próximas a jogos combinados. Ele é CEO da Anping Football Club Limited e dono do Beijing Glory FC e é também suspeito de manter negócios na Estónia e na Letónia”, escreveu o Sistema de Deteção de Fraude nas Apostas (BFDS).

“As organizações criminosas atuam a partir de diferentes zonas do globo, com destaque para a Ásia, onde estão sinalizados alguns dos principais rostos da criminalidade associada à viciação de resultados e onde são detetados os mais elevados volumes de apostas” diz Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF). “Estas organizações procuram intermediários nos países em que querem atuar, sejam agentes, dirigentes, árbitros ou jogadores. Pretendem construir parcerias e criar relações de confiança para garantir como resultado final a manipulação dentro de campo.” Segundo dirigentes do Atlético, a Anping de Mao chegou a Alcântara através do treinador Nelo Vingada, ex-jogador do clube, e do atleta guineense Almani Moreira, ex-Boavista e que viria a representar o Atlético entre 2013 e 2015, ambos com passagens pela China.

De acordo com o “Asian Times”, jornal de Hong Kong, Mao ajudou Vingada a recuperar dinheiro quando o clube que então treinava, o Dalian Shide, colapsou devido à prisão e posterior morte do seu proprietário, Xu Ming, em consequência de um escândalo político. Como contrapartida, o técnico introduziu o chinês à direção do Atlético e assumiu a presidência da nova SAD no seu primeiro mês de vida. Confrontado com a ligação na sua recente apresentação como selecionador da Malásia, Vingada comentou: “Eu não tenho relação com Mao [. ]. O presidente do clube, e não Mao, perguntou-me se eu podia ajudar, devido à minha experiência na China. Eu aceitei porque tinha jogado no clube.” De qualquer das formas, ninguém, desde a direção do Atlético a Nelo Vingada, passando pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ou pela polícia, se apercebeu do potencial fraudulento do acordo. “Existem diversos fatores que tornam as competições em Portugal vulneráveis à manipulação de resultados. Do lado dos clubes, as dificuldades financeiras, potenciadas por uma gestão irresponsável e pela dificuldade em obter financiamento por vias normais, facilitam o aparecimento de investidores que fazem depender os apoios concedidos ao envolvimento nestas práticas. Os clubes tornam-se reféns destas organizações criminosas. Do lado dos jogadores, quanto mais precária for a sua situação contratual, com salários em atraso, maior é a vulnerabilidade. Destacam-se ainda contextos de dependência, o vício no jogo e no álcool, por exemplo, que culminam no endividamento dos agentes desportivos”, explica Evangelista, que defende um maior rigor na identificação dos investidores estrangeiros.

“Defendemos que o regime jurídico das SAD deve merecer uma reflexão, por forma a tornar mais transparente a proveniência dos capitais e, consequentemente, a garantir um maior controlo e fiscalização.” Foi recentemente criada uma linha de denúncia anónima para jogadores aliciados para viciar resultados, gerida pelo SJPF e pela FPF, no âmbito do programa “Deixa-te de Joguinhos”.

O guarda-redes letão Igors Labuts, sinalizado 17 vezes por viciação de resultados, foi das primeiras contratações do Atlético quando os chineses chegaram ao clube

Quando os sócios do Atlético se aperceberam do erro, era tarde demais. Ao plantel tinham chegado jogadores como o guarda-redes letão Igors Labuts, sinalizado 17 vezes por viciação de resultados, ou Ibrahim Kargbo, capitão da seleção da Serra Leoa, suspenso da equipa nacional pelo mesmo motivo. Uma longa investigação do jornal romeno “Gazeta Sporturilor” coloca ainda os futebolistas Silas, ex-internacional português, bem como o já referido Almani Moreira na lista de jogadores do Atlético indiciados pela BFDS. “Já na altura, havia coisas demasiado evidentes. O guarda-redes letão fartava-se de dar frangos”, diz Armando Hipólito. “Na derrota por 3-2 contra o Oriental, em que a Polícia Judiciária fez detenções no fim do encontro, deixou passar uma bola por baixo dos braços. E, já esta época, pareceu-me muito suspeita a derrota por 8-0 contra o Casa Pia.” No entanto, e apesar de as agências internacionais terem registados movimentos pouco usuais de apostas em alguns jogos do Atlético, nada foi provado. O Atlético ainda tentou em tribunal reaver os 70% que tinha vendido: perdeu, porque a direção esqueceu-se de formular o protocolo de colaboração indispensável para o negócio. Eric Mao e “Bruce” Ji continuaram no poder.

Com o passar do tempo, conseguiram angariar algum apoio. José Francisco, diretor comercial de uma empresa de brinquedos e pai de um antigo jogador do clube, aproximou-se da cúpula chinesa. “Passou a andar atrás do ‘Bruce’ para todo o lado, acompanhava-o nas reuniões, embora não tivesse qualquer cargo oficial na instituição”, diz um ex-dirigente. Essa convivência terá levado à constituição da Pré Season, Unipessoal, Lda., com Francisco como CEO, uma empresa sediada num 5º andar de um bairro residencial da Amadora, com atividade aberta para a organização de feiras, congressos e outros eventos familiares. No entanto, a principal ação da nova companhia foi o acordo com o Athlone Town, um clube da segunda divisão irlandesa, investigado por viciação de resultados e tido como mais uma peça da rede mafiosa comandada por Mao (ver caixa). Francisco tem outra teoria: diz que a Pré Season não tem participação chinesa, que saiu do Athlone passados três meses devido a problemas entre os jogadores locais e os estrangeiros e que não só não foi contactado pelas autoridades como foi a sua empresa que chamou a polícia ao estádio da equipa. “A Pré Season estabeleceu um acordo de cooperação com o Athlone virado para as mais-valias dos atletas que lá colocámos. Foi dada uma lista de jogadores, e eles escolheram os que queriam. Nunca tive nada a ver com apostas desportivas”, diz. Para o emblema britânico, transitaram antigas caras conhecidas de Alcântara: o treinador Ricardo Cravo, os jogadores José Viegas e Dery Hernández e, pasme-se, o guarda-redes letão Igors Labuts, que entretanto tinha ido fazer uma época à Letónia, no Spartaks Jurmala, também na lista de possíveis batoteiros, além do técnico português Ricardo Monsanto, que saiu numa fase prematura da época. “Não fui eu que coloquei o Igors no Athlone. O facto de ter jogado anteriormente no Atlético não passa de coincidência”, alega José Francisco. As autoridades irlandesas oficializaram no passado dia 7 de julho a acusação sobre quatro elementos do Athlone — três jogadores e um elemento da equipa técnica —, embora não sejam ainda conhecidas as suas identidades.

Um jornal de Hong Kong envolveu o treinador português Nelo Vingada com Eric Mao, um dos principais cabecilhas do negócio mundial de apostas em jogos de futebol

Já “Bruce” Ji, continuava o seu processo de integração em Portugal. Residia na Ajuda e não lhe eram conhecidos muitos amigos. Exceto um: Omar Scafuro, o italiano de origem libanesa que, no final de 2013, tomou conta do Beira-Mar. “Ele falava muito dele e dizia que eram próximos”, testemunha Admar Hipólito, à época responsável pelo futebol da SAD do Atlético, que também saiu em conflito com os investidores asiáticos. Tal como Mao, Scafuro já era internacionalmente conhecido pelas suas burlas: em 1999, tentou comprar o Avelino, da série B italiana, alegando que tinha o apoio do AC Milan (provocando um famoso desmentido de Silvio Berlusconi, que disse que para ele “Avelino [no sul de Itália] é tão desconhecido como a Patagónia”), fugiu de Itália com 3 milhões de euros obtidos numa fraude financeira, e no Brasil fundou um obscuro clube de futebol chamado Leme. É daí que chega a Aveiro, trazendo com ele o filho adotivo, o brasileiro Willyan Barbosa (atual atleta do Vitória de Setúbal, formado no Leme, transferido para o Torino e depois emprestado ao Beira-Mar, que o acabou por comprar com uma cláusula de rescisão de 2 milhões de euros), e um carregamento de italianos: os jogadores Andrea Cocco, Manuel Daffara e Claudio Zappa, e ainda o treinador Daniele Fortunato, antigo futebolista da Juventus e da Atalanta. Parecia tudo bem, mas desconheciam-se dois pormenores: primeiro, que Scafuro não pagaria um tostão pelos 84,9% da SAD que tinha adquirido, que forjaria cheques e o patrocínio da Pieralisi, uma empresa industrial italiana; segundo, que as suas contratações transalpinas tinham em comum a passagem pelo Albinoleffe, o clube mais envolvido no “Scommessopoli”, o escândalo de fraude e viciação de resultados do futebol italiano, em 2011, que apurou que o emblema de Bérgamo estava totalmente nas mãos dos sindicatos asiáticos de apostas ilegais e da máfia italiana. Nessa equipa, jogou ainda o romeno Cristian Muscalu, ex-companheiro de equipa de Kargbo nos azeris do FC Baku, também suspeito de manipulação.

Scafuro deixou de pagar aos jogadores e aos restantes funcionários. Em março de 2015, demitiu-se da SAD, deixando em insolvência o Beira-Mar, uma instituição com mais de 90 anos com um estádio novo feito à medida do Euro-2004. Os aveirenses não conseguiram reunir os requisitos financeiros para se inscreverem nas ligas profissionais e caíram para os distritais. O italiano desapareceu — procurado em Portugal por fuga ao IVA e emissão de cheques em branco, foi localizado numa operação de trânsito na Roménia, onde disse estar a viver em Milão. Uma grande mentira. Assim que saiu de Aveiro, Scafuro assumiu a liderança da SAD do FC Academica Clinceni, da Roménia. Os investidores? A Anping, de Eric Mao. E mais uma época com enorme potencial para a viciação de resultados. Meses depois, o italiano voltou a desaparecer, deixando as roupas no estádio da equipa. O seu paradeiro é desconhecido.

Ricardo Cravo, à esquerda no banco do Athlone, transitou do Atlético para o clube britânico, levando vários jogadores

De amarelo e negro no Beira-Mar de Scafuro jogava o defesa central brasileiro Diego Tavares, que como os seus colegas, ficou com cinco meses de salários em atraso. No verão de 2015, transferiu-se para o Oriental, clube alfacinha, onde passou a ser um dos atletas mais bem pagos, com um salário de cerca de 1500 euros mensais. Mas Tavares não podia ter acabado a temporada em Marvila da pior forma: foi detido após a última jornada do campeonato por suspeitas de envolvimento no caso “Jogo Duplo”, que vai levar 28 agentes desportivos a tribunal como arguidos no maior escândalo nacional relacionado com viciação de resultados ligados a apostas. De acordo com o inquérito, o brasileiro desempenhou um papel central: foi ele que, entre outras incidências, aceitou os 30 mil euros propostos pela célula malaia a operar em Portugal — composta por Chun Keng Hong, Yap Thong Leong e Lim Gin Seng — para aldrabar o resultado do Penafiel-Oriental, disputado a 30 de abril de 2016. As autoridades acreditam que tudo estava feito para que o Oriental sofresse pelo menos dois golos na primeira parte (over 1.5) e mais de três golos no total do jogo (over 2.5), num ‘esquema’ intermediado por Carlos “Aranha” Silva, elemento da claque Super Dragões, e Gustavo Oliveira, ex-jogador de equipas amadoras do distrito de Aveiro. Tavares terá conseguido angariar três colegas de equipa: o guarda-redes Rafael Veloso e os defesas João Carvalho e André Almeida, com a promessa de 7500 euros para cada um. “Nós nunca suspeitámos de nada. Se isto se confirmar, é como ser traído pela própria mulher”, diz José Nabais, o presidente do Oriental, que abandonou recentemente a direção sem qualquer dívida e que viu a sua boa gestão reconhecida pela UEFA em 2014, aquando da realização da final da Liga dos Campeões em Lisboa, com a atribuição de um campo relvado ao clube. “Recordo-me de ver o Diego Tavares a rir-se ao telefone no final da partida, mas, no momento, estava longe de pensar que pudesse estar relacionado com isso.”

Wilson Raj Perumal, um conhecido viciador de jogos de Singapura, foi sócio de Eric Mao

O acordo terá sido selado numa chamada por videoconferência com Yap Thong Leong, que lhes terá prometido ainda um bónus de 5 mil euros por cada penálti assinalado. O trabalho foi realizado lentamente desde o apito inicial: nos dois primeiros golos, diz a investigação, Diego Tavares e André Almeida não ofereceram oposição aos adversários, e, no terceiro, Rafael Veloso dá um enorme ‘frango’, evidente nas imagens televisivas. “Por estar convencido de que Tavares teria recebido dinheiro para perder o jogo, o treinador do Oriental, Jorge Andrade, substituiu-o aos 58 minutos”, lê-se na acusação do DIAP. Sem problema, uma vez que os intervenientes julgavam que com o 3-2 os seus clientes estavam satisfeitos. Faltava, no entanto, um golo. Foi então que “Aranha” telefonou a Diego Tavares, que atendeu no balneário e lhe disse que já não podia fazer nada. O intermediário, em desespero, desceu a bancada para transmitir por gestos ao defesa esquerdo João Carvalho que três não chegavam. Era preciso sofrer o quarto golo. O lateral fica então especado à espera de um fora de jogo, enquanto Aldair Baldé, avançado do Penafiel, corre sozinho para a baliza para estabelecer o resultado final, já em período de descontos. “Aranha” e Gustavo Oliveira saíram do estádio aos saltos, a gritar golo. O resultado tinha valido centenas de milhares de euros aos seus patrões. De acordo com a acusação, verificou-se uma variação anormal das odds antes da partida, com incidência na derrota do Oriental por mais de três golos, tendo o live betting o mesmo padrão.

Nabais não sabe nada de apostas. Só sabe que teve de ouvir os sócios do seu clube gritarem “traidores” e “impostores” aos jogadores. Numa assembleia-geral, um referiu-lhe que neste caso imperava a presunção de culpa até se provar o contrário: todos envolvidos, ninguém é inocente. O presidente avançou com um pedido de indemnização de um milhão de euros a todos os que mancharam o nome do clube e, apesar da incredulidade de ter dois velhos jogadores da casa na lista de arguidos, só pede que se faça justiça: “Isto promove um clima de desconfiança insuportável. Hoje, quando um jogador falha um penálti, há quem questione se fez de propósito ou não. Tudo porque a sociedade apela ao facilitismo, publicita o jogo, o dinheiro fácil. Mesmo quem pode ganhar 500 a fazer o que gosta prefere fazer o que não gosta para ganhar 2000.”

Rui Dolores, de 39 anos, ex-jogador que representou, entre outros, o Boavista, o Paços de Ferreira e o Vitória de Setúbal, é outro dos arguidos do “Jogo Duplo”, suspeito de servir como intermediário nos negócios ilegais da célula malaia. No início da temporada 2014/2015, era treinador adjunto do Freamunde. Este podia ser o preâmbulo da investigação levada a cabo pela Federbet, a que o Expresso teve acesso, a uma das incidências mais escabrosas registadas nos últimos anos no universo mundial das apostas: o “jogo-fantasma” entre o Freamunde e a equipa espanhola do Ponferradina, virtualmente realizado na manhã de 4 de agosto de 2014. A partida foi anunciada no site do Freamunde, mas nunca podia ter acontecido, uma vez que os espanhóis não sabiam de nada e o clube nortenho havia jogado no dia anterior em Portimão, para a Taça da Liga. “Os jogos-fantasma são uma das formas de viciação utilizadas por grupos de crime organizado para ganhar ou lavar dinheiro”, diz um experiente corretor de apostas de uma casa com sede em Londres que preferiu o anonimato. “Podem ter ou não o envolvimento de um dos clubes em questão.” Inicialmente, suspeitou-se que um servidor ilegal tivesse introduzido o jogo no sistema, enganando as casas de apostas que disponibilizam as partidas aos seus utilizadores.

Contudo, a equipa da Federbet, que se deslocou a Portugal para investigar, chegou a uma tese diferente. “À mesma hora da partida, no campo marcado em São João de Ver, perto de Freamunde, jogaram duas equipas juvenis, com camisolas da Juventus, do Barcelona e do Real Madrid, e o resultado da partida foi o mesmo do do jogo-fantasma: 1-2”, diz Francesco Baranca. Surpreendidos pela coincidência, os especialistas quiseram saber mais: apuraram então que os jovens pertenciam a uma escola de futebol orientada pelo ex-adjunto do Freamunde Rui Dolores e que o responsável pelo campo tinha recebido 500 euros pelo aluguer. Confrontaram-no, mas ele não quis revelar mais nada. “Foi então que vimos um indivíduo a limpar o terreno e a olhar para nós. Parecia que queria dizer qualquer coisa. Discretamente, abordámo-lo, e ele disse-nos que contava tudo se lhe pagássemos umas cervejas”, diz Baranca. O funcionário do estádio relatou que lhe tinham entregue 20 euros para abrir a porta e que, na bancada, estava apenas um espectador, todo o tempo agarrado a um tablet. “Disse que estava a enviar informação sobre o jogo para a internet.” As campainhas de alarme soaram na cabeça da equipa da Federbet — para haver apostas em tempo real, as casas de jogo têm de enviar para o terreno um elemento para recolher informação sobre estatísticas e ocorrências da partida. Era tudo muito estranho. Assim, decidiram deslocar-se à sede do SC Freamunde para obter mais dados. O presidente do clube, Manuel Pacheco, não lhes levantou suspeitas, mas o mesmo não aconteceu com o diretor desportivo, Hilário Leal: “A primeira coisa que disse quando entrou na sala de reuniões foi: ‘Eu nunca apostei na vida.’ Mas, pouco depois, contou que era amigo dos Gaucci [clã italiano cujo patriarca é Lucciano Gaucci, o controverso ex-dono do Peruggia que contratou o filho de Kadhafi]”, afirma Baranca. Posteriormente, os oficiais da agência dizem ter recolhido indícios de que Hilário, tal como Dolores, era um apostador habitual. O dirigente do Freamunde defende-se: diz que não sabe nada sobre o jogo-fantasma, que nunca fez uma aposta e que os Gaucci são tão seus amigos como tantos outros italianos que conheceu durante a permanência em Peruggia. “Eu já fui ouvido duas vezes pela PJ e disse-lhes que fui sempre contra a manipulação de jogos no Freamunde, ao ponto de na altura ter recebido cartas com ameaças.” A ligação italiana não fica por aqui: o grosso de apostas no jogo que nunca existiu veio de uma faixa de terra entre Nápoles e Reggio Calabria, onde operam organizações mafiosas como a Camorra e a ’Ndrangheta. As apostas desportivas são muito usadas pelas máfias para lavagem de dinheiro — mesmo quando não conseguem obter ganhos com jogos viciados, o sistema permite-lhes diminuir as perdas abaixo dos 20%, um valor bastante apetecível nesta atividade.

Almeida Antunes, ao telefone, era presidente do Atlético quando a Anping, de Hong Kong, comprou 70% da SAD

O advogado Miguel Azevedo Brandão, atual presidente da SAD do Freamunde, diz que ainda se desconhece o que se passou em São João de Ver. “Ainda não estava no clube e, por isso, não estou a par do que aconteceu. Mas acho que a anterior direção foi chamada pela PJ para prestar depoimentos.” Azevedo Brandão tem razão: na altura em que aconteceu o incidente tinha acabado de mediar o acordo fraudulento entre Scafuro e o antigo dono do Beira-Mar, o iraniano Majid Pishyar, que chegou a acusar o português de conluio com o italiano (Scafuro utilizou a empresa Equação Troféu, com sede no endereço legal de Azevedo Brandão, para “encapotar a burla”, nas palavras de Pishyar). O advogado nega e diz-se igualmente enganado: “Era era bem falante, inteligente e vinha com uma multinacional italiana por trás. Não desconfiei. Depois, não pagou, eu não me revia naquilo e percebi que era um buraco sem fundo. Decidi sair.” Pouco tempo depois, o advogado voltou a trabalhar com investidores estrangeiros na compra de um clube português: desta feita, uma empresa argentina interessada no Freamunde. Concluído o acordo, foi convidado a assumir a gestão da SAD. “Como os dois argentinos não estavam cá a tempo inteiro e não conheciam o mercado português, optaram por me convidar para ficar e tentar fazer uma coisa em condições.” Porém, não lograram os seus objetivos: vender os jogadores argentinos colocados a rodar no clube. Entretanto, o Freamunde desceu ao terceiro escalão e os investidores querem desfazer-se do negócio. Ao contrário do que se passa em outros clubes, tudo indica que o Freamunde vai conseguir reaver o controlo da SAD. “Os clubes portugueses são apetecíveis, porque estão mais ou menos bem preparados e são baratos. O investimento estrangeiro é bem-vindo mas tem de ser regulado, tem de haver cuidado por parte das instâncias, saber de onde vem o dinheiro, as apostas e ilegalidades que possam surgir”, diz Azevedo Brandão, que liderou pessoalmente dois negócios ruinosos.

Os tentáculos deste gigantesco polvo das apostas chega a todo o lado e não dá sinais de fraqueza. O relatório de 2016/2017 da Federbet, que vai ser divulgado somente em setembro, sinaliza cerca de 500 jogos no mundo, cinco dos quais em Portugal: dois na Primeira Liga, o Feirense-Rio Ave (2-1) e o Paços de Ferreira-Feirense (0-1), e três na segunda, cujos detalhes não foram divulgados. A imprensa veiculou várias teorias sobre a suspensão de apostas nas duas partidas da Liga NOS: desde a jogada de 100 mil euros de um chinês na Póvoa de Varzim até ao registo de 50 mil euros no mesmo NIF em Santa Maria da Feira, passando por uma decisão unilateral da Santa Casa da Misericórdia, tutelar do Placard, apenas pelo alto risco financeiro. A Liga encarregou-se de descobrir o que se passou, mas o facto de a mesma equipa, o Feirense, estar envolvida nos dois incidentes levantou fumo para os lados de Santa Maria da Feira. Num comunicado oficial após a vitória contra o Paços de Ferreira, a SAD declarou: “Toda esta situação, além de voltar a colocar em causa o bom nome do futebol português, lançou dúvidas e suspeição de forma irresponsável sobre duas instituições de prestígio no panorama desportivo nacional [. ]. Em comum nas duas situações apenas dois aspetos — o envolvimento do nome do CD Feirense Futebol SAD e a insistência em apostas na vitória do clube de Santa Maria da Feira. O segundo aspeto, por si só, seria suficiente para confirmar o total alheamento dos elementos afetos a esta sociedade desportiva de toda e qualquer eventual polémica.” Baranca diz que não é bem assim: “Não querendo acusar ninguém, há inúmeros casos de equipas que compram outras e depois informam as redes de apostadores. É preciso investigar para afastar a suspeição.” O principal investidor do Feirense, o nigeriano Kunle Soname, é um entendido no assunto: fundou a Bet9ja, o equivalente nigeriano do Placard, que é um tremendo sucesso no país africano. Jorge Gonçalves, presidente do Conselho de Administração, diz que o tema não preocupa o clube: “Estamos de consciência tranquila, nem sequer temos um advogado a tratar disso. A Liga tomou conta das ocorrências e está a investigar.”

Não é nas divisões principais que o fenómeno é mais preocupante, mas sim nas secundárias, profundamente vulneráveis. Progressivamente, o espectro das apostas chega até às camadas jovens: é possível realizar apostas em partidas de sub-15. No futuro, talvez chegue às escolinhas e até aos videojogos, uma vez que já há companhias de apostas a posicionarem-se em Malta para se dedicarem às apostas em torneios da FIFA. Preso no meio desta teia, Ricardo Delgado pensa em refundar o Atlético. Em último caso, um novo nome, uma nova vida. “Há duas semanas, fui almoçar com o ‘Bruce’ e perguntei-lhe quanto queria pelos 70%, para nos vermos livres dele. ‘Um milhão’, respondeu. Afundou o clube, desceu-o duas divisões, manchou-lhe o nome e pede quase dez vezes mais do que o preço de compra.” Mesmo que o Atlético nasça outra vez, não fica a salvo de novos esquemas de manipulação. Ninguém está. Wilson Raj Perumal, o cabecilha da máfia das apostas, já disse mesmo que “o futebol arrisca-se a tornar-se uma espécie de wrestling, com tudo encenado”. Talvez seja um exagero, mas mais vale prevenir, porque esta realidade não vai parar de um dia para o outro. Muitos mais jogos serão viciados. Vai uma aposta?

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Apostas desportivas: asiáticos gastam 10,6 mil milhões no futebol português

Apostas desportivas: asiáticos gastam 10,6 mil milhões no futebol português

Os asiáticos gastaram 10,6 mil milhões de euros em apostas online nas competições portuguesas de futebol durante a temporada de 2018-2019, de acordo com os dados da multinacional Sportradar. A maior parte do investimento vai para os jogos da I Liga, que movimenta 8,5 mil milhões de euros por temporada a nível global - 6,5 mil milhões dos quais gastos pelos apostadores da Ásia.

O interesse oriental estende-se também aos jogos da II Liga (2,3 mil milhões de euros), à Taça de Portugal (910 milhões de euros), à Liga Revelação de sub-23 (507 milhões de euros) e ao Campeonato de Portugal (74 milhões).

O estado da democracia em ano de pandemia: Portugal volta a ser democracia com falhas

Portugal desceu no Índice de Democracia, que todos os anos é publicado pela revista The Economist. De democracia plena, em 2019, regressou a democracia com falhas, em 2020, um ano marcado pelo aparecimento da pandemia da Covid-19. Com a pontuação global de 7.90 (em 10), Portugal encontra-se agora na 26ª posição do ranking geral, sendo 15º na classificação regional.

Coreia do Sul volta a liderar ranking mundial da inovação

A Coreia do Sul volta a liderar o raking mundial da inovação, tendo destronado a Alemanha, que caiu para o quarto lugar do último Índice de Inovação da Bloomberg. Já os EUA deixaram de constar no top 10, que é dominado por países europeus.

Calendário escolar: as novas datas em vigor por causa do confinamento

O calendário escolar sofreu alterações e há agora novas datas em vigor. Tudo por causa do confinamento no qual Portugal se encontra mergulhado, que por sua vez levou a uma pausa letiva “forçada”, de forma a tentar evitar a propagação da pandemia da Covid-19. O novo calendário escolar foi divulgado esta sexta-feira (12 de fevereiro de 2021) pelo Governo, estando já publicado em Diário da República (Despacho n.º 1689-A/2021). Fica a saber o que muda.

Ano Chinês começa hoje: as celebrações de Ano Novo pelo mundo

As festividades do Ano Novo Chinês, celebradas na China, Vietname e Coreia do Sul, começam esta sexta-feira (12 de fevereiro de 2021). Apesar do dia 1 de janeiro também ser um feriado público na China, é um dia muito insignificante quando comparado com a grande celebração do Ano Novo Chinês, que dura sete dias ou mais.

Teletrabalho significa mais horas de trabalho para muitas pessoas no “novo normal”

O teletrabalho passou a fazer parte do “novo normal” que se vive praticamente em todo o mundo em tempos de pandemia da Covid-19. Mas trabalhar a partir de casa significa para muitas pessoas trabalhar mais horas. E também isso parece estar a fazer parte do referido “novo normal”.

Portugal foi o terceiro país da Zona Euro que gastou menos em relação ao PIB para combater a pandemia

Portugal foi o terceiro país da Zona Euro que gastou menos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) para enfrentar a crise desencadeada pela pandemia da Covid-19, segundo um artigo do próximo boletim económico do Banco Central Europeu (BCE).

Salários mínimos na UE em tempos de pandemia: Portugal a meio da tabela (776 euros brutos)

Em janeiro de 2021, ou seja, em plena pandemia da Covid-19, o salário mínimo bruto em vigor nos 21 Estados-membros da União Europeia (UE) variava, onde vigora, entre 332 euros, na Bulgária, e 2.202 euros, no Luxemburgo. Portugal surge em 12º lugar (776 euros). Em causa estão dados divulgados recentemente pelo Eurostat.

TrГЄs estratГ©gias populares de apostas de futebol

O futebol é o esporte mais popular, portanto, as casas de apostas oferecem uma pintura ampla. Existem centenas de opções para apostar em uma partida de futebol e, para partidas significativas, existem ainda mais. Considere várias estratégias usadas pelos jogadores para ganhar apostas.

Aposta externa

Os iniciantes costumam apostar no vencedor da reunião, pois acreditam que uma equipe forte vencerá. As chances de tais jogos são baixas - com esse movimento, as casas de apostas estão tentando reduzir seus pagamentos aos jogadores. A vitória de uma equipe forte em tais jogos realmente acontece com muita frequência, mas nem sempre.

A desvantagem de apostar no favorito da partida é que você precisa arriscar grandes quantias para ganhar dinheiro decente. Com o uso constante da estratégia de apostas favorita, as perdas são inevitáveis. Se você colocar grandes quantias em risco, as perdas serão muito dolorosas para o seu orçamento.

Ao diminuir as taxas do vencedor, as cotações do estrangeiro aumentam automaticamente. Se você colocar um pouco de dinheiro em um time fraco, cuja perda é esperada pela maioria dos especialistas, poderá aumentar a aposta em 5-7 vezes. Os líderes perdem, embora não com muita frequência.

Você também pode apostar em um resultado duplo, escolhendo uma vitória de fora e um empate. Ao apostar em alguém de fora, você pode usar a estratégia de recuperação. Ele prevê dobrar o valor da aposta após cada perda.

Garfos para apostar no futebol

Durante a partida, as cotações e as condições das apostas podem mudar. A tarefa do jogador é fazer várias apostas de forma que o mastro faça lucro por qualquer resultado. Para apostar, você pode escolher a vitória de um time, total, avanço e outras opções. Você pode fazer uma aposta antecipada pesando calmamente todos os cenários possíveis e, em seguida, garanta sua escolha ao vivo.

Por exemplo, antes de uma partida para um total acima de 2,5, eles davam um coeficiente de 2,2. A casa de apostas esperava muitos gols na partida. O jogador escolheu este resultado e fez uma aposta de $ 100. Mas no processo, as equipes de mastro mostraram um jogo lento, praticamente não houve ataques. Portanto, um total inferior a 2,5 já começou a dar 2,2. O jogador aposta $ 100 no resultado oposto. Em qualquer conta da reunião, seu lucro será de US $ 20.

A versão clássica do garfo, que é quase livre de riscos para o jogador, é a busca de dois resultados opostos, com chances de mais de 2 em casas de apostas diferentes.

Corredores

Os corredores podem ser capturados ao vivo, se o jogador é bem versado no futebol e sabe correr riscos. Com um conjunto de circunstâncias bem-sucedidas, ambas as apostas podem ganhar. Exemplo de corredor: no total de apostas, você deve primeiro colocar menos de 2,5 gols em uma partida com um coeficiente maior que 2. Durante a partida, se o jogo for sem gols e ataques, você precisará aguardar a situação em que o coeficiente no total maior que 1,5 será maior que 2. Em seguida, você aposta a mesma quantia nesse resultado.

Com qualquer versão da conta você já ganhou. Mas se a reunião terminar com dois objetivos, ambas as apostas serão jogadas.

Liberar as apostas pode ser bom para o futebol brasileiro?

Mercado bilionário de palpites esportivos está perto de ser regulamentado no Brasil, e pode trazer dinheiro e problemas

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Muito em breve teremos no Brasil a liberação da atividade de apostas em eventos esportivos. Esta é uma indústria que movimenta muito dinheiro no mundo, além de algumas dores de cabeça. Vamos traçar um perfil breve do cenário internacional, como os clubes e federações ganham dinheiro com isso e o que esperar para o Brasil. Baixe o app e segue o jogo!

Trata-se de um mercado que tem graus muito diferentes de regulamentação e transparência. Estima-se que o maior mercado mundial seja a Ásia, mas há pouca informação a respeito, exceto para a Austrália, que é um país onde a tradição das apostas é grande, fruto da origem inglesa. Os dados disponíveis estão na Europa, que é o grande mercado ocidental quando falamos em Sports Betting (Apostas Esportivas). Aliás, é importante uma qualificação inicial sobre a diversificação do mercado de apostas.

Conceitualmente, “Aposta” é tudo onde se aporta algum dinheiro esperando que a sorte lhe traga retorno financeiro. Logo, o mercado de apostas é composto desde loterias esportivas, lotos, bingos, cassinos, até chegarmos às apostas relacionadas a esportes, que podem ser desde partidas de futebol a corridas de cachorro, passando por tênis e basquete. Ficaremos aqui apenas nas apostas esportivas, e geograficamente na Europa e Brasil.

A European Gaming & Betting Association estima que haja cerca de 12 milhões de apostadores ativos na Europa, em 19 países que possuem regulamentação de jogo. Isso representa 3,5% da população acima de 18 anos desses países.

No maior mercado europeu, o Reino Unido, há regulamentação efetiva desde 2005. As regras, em 2014, sofreram ajustes para absorver a enorme quantidade de sites de apostas online que operavam fora da jurisprudência legal. O tamanho desse mercado é da ordem de € 26,2 bilhões e distribuído da seguinte forma:

Os dados significam que as apostas em futebol, online e offline, representam 35% do total do segmento. Dessas receitas a parcela que fica com a casa de aposta (GGY – Gross Gambling Yield) é de € 3,0 bilhões (cerca de 9%), sendo que no futebol o valor é de € 1,7 bilhões (margem de 12%). Guarde esse número.

Na Itália, segundo maior mercado europeu, as receitas com apostas esportivas atingiram € 10,8 bilhões em 2018, sendo que o GGY foi de € 1,5 bilhão (13,9%). Mas apenas nos 8 primeiros meses de 2019 foram geradas receitas de € 10,3 bilhões, com GGY de € 1,3 bilhão. Para se ter uma ideia da diferença em relação a outros países, na França as apostas esportivas movimentaram € 2,6 bilhões nos 9 primeiros meses de 2019.

Esta é uma indústria que além de gerar receitas, gera impostos e empregos. No Reino Unido as apostas esportivas deixaram cerca de € 1,5 bilhões aos cofres do estado, enquanto todo o setor gerava 106 mil empregos diretos.

Mas não são apenas flores. Há grandes questionamentos em relação ao impacto social das apostas na vida das pessoas. Além da parte financeira, há questões como vício, que afetam cerca de 430 mil pessoas na Inglaterra, segundo dados da UK Gambling Commission.

Por conta disso, o setor está buscando uma autorregulamentação, e por decisão própria, deixou de fazer publicidade nas partidas a partir de 10 minutos antes dos jogos, bem como durante suas realizações.

Atualmente, já é proibido fazer propaganda antes das 21h e as maiores casas de apostas querem proibir por completo. Isso já ocorreu na Itália, mas através de uma lei, que proibiu não apenas propagandas na TV e online, mas também nas camisas dos clubes italianos de futebol. Como exemplo, isto significou à Lazio perder uma receita anual de € 7 milhões, que era uma das 10 maiores da Itália.

Para os clubes, há basicamente dois impactos das apostas esportivas: o primeiro é o patrocínio das casas de apostas nas camisas ou como “partners” de apostas. Na Premier Legue, a 1ª Divisão Inglesa de futebol, 10 clubes possuem como principal patrocinador uma casa de apostas, o que representa 50% dos clubes.

Um detalhe importante é que nenhum dos seis maiores está entre os patrocinados. Como os valores aportados são relativamente baixos, as casas procuram equipes menores, mas que jogarão contra os grandes e terão suas marcas expostas a preços módicos.

O maior valor de patrocínio pago a um clube inglês é de € 11,5 milhões, ao West Ham. Na soma dos 10 clubes da Premier League o valor total não passa de € 70 milhões. Comparativamente, o Manchester United recebe € 70 milhões anuais da GM, o Manchester City outros € 50 milhões da Etihad e a Juventus, maior patrocínio da Itália, recebe € 20 milhões da Jeep.

Segundo dados da Sportcal, as casas de apostas esportivas investem cerca de € 300 milhões anuais em publicidade, sendo que o maior investimento é da SporToto turca, com € 25 milhões anuais. Nesse sentido, o futebol inglês absorve 23% do total de investimentos publicitários do setor. Mas, na prática, representa apenas 4% da margem (GGY, o número que eu pedi para guardarem anteriormente) das casas de aposta.

A outra forma dos clubes e federações se beneficiarem das apostas esportivas é vendendo os chamados “Betting Rights”, que na prática significam autorizar a o uso da imagem ou das marcas nos negócios.

Recentemente, a Premier League escolheu o Genius Sports Group como responsável pela gestão de todas as informações referentes às partidas da liga, e pelo direcionamento aos sites e casas de aposta, que receberam informações segundo-a-segundo. Assim, a liga garante uniformidade e qualidade de informação, o que é bom também para as casas de aposta. Os valores não foram divulgados.

Outro caso recente de negociação de Betting Rights é da ATP, Associação de Tenistas Profissionais, que está negociando seus direitos por US$ 1 bi para 10 anos de contrato. Ou seja, há um valor enorme embutido nesse conteúdo.

E no Brasil, como estamos?

No final de 2018 foi aprovado um projeto de lei que autoriza a exploração das apostas chamadas “por quotas fixas” de premiação. Ou seja, quem aposta sabe de antemão qual o prêmio caso acerte o prognóstico. A lei definiu a distribuição do valor arrecadado da seguinte forma:

Fazendo umas contas rápidas, usaremos dois mercados potenciais, indicados em estudo da FGV: R$ 4,5 bilhões seria o mercado atual de apostas em sites estrangeiros e R$ 10,0 bilhões seria o mercado quando regulado no Brasil. Se tomarmos a referência inglesa, onde 10% das apostas são feitas em lojas e 90% online, teríamos os seguintes valores:

Mercado Premiação Impostos Clubes Casa de Apostas
R$ 4,5 bi R$ 3,6 bi R$ 180 MM R$ 90 MM R$ 630 MM
R$ 10,0 bi R$ 8,9 bi R$ 200 MM R$ 100 MM R$ 800 MM

Assim, a parte que caberia aos clubes não deve ser muito diferente dos R$ 100 milhões anuais, a serem divididos entre todos os clubes – falamos de pelo menos as quatro Séries Nacionais, mais Copa do Brasil e Estaduais – indicando valor pequeno por clube.

Deveremos ter uma negociação entre clubes e casas de apostas para uso das marcas. Daí virá algum valor, que ainda não está claramente definido e pode ser negociado no caso-a-caso.

Já da publicidade que as casas de apostas farão pode vir algo. Mas veja, num primeiro momento, é possível que haja um aquecimento de mercado para divulgar as marcas, mas se tomarmos como referência novamente a Inglaterra, apenas 4% da parte que fica com as casas é aportado nos clubes.

No Brasil, isso significaria algo entre R$ 25 milhões e R$ 32 milhões quando em funcionamento normal. No início deve ser mais, mas não dá para esperar rios de dinheiro vindo das apostas. Por exemplo, a Caixa aportava perto de R$ 140 milhões anuais no futebol, e não parecem serem as casas de aposta a ocuparem este espaço.

Algo que pode gerar mais dinheiro são os Betting Rights, que hoje não existem. Na Lei Pelé há um regulamento que permite o uso de imagens dos jogos gratuitamente para fins de apostas. Logo, é necessário primeiro alterar a lei para depois definir cobranças. A FGV estima em cerca de R$ 300 milhões anuais os Betting Rights no Brasil, o que deveria ser revertido para os clubes, aumentando então os ganhos com o negócio de apostas.

A atividade está em processo de regulamentação no país e, se seguir os trâmites esperados, deve entrar em operação no 2º semestre de 2020. Independente das previsões de valores a serem aportados nos clubes, é impossível dissociá-los à realidade financeira do negócio.

Se para R$ 10 bilhões de movimento as casas de apostas ficarão com R$ 800 milhões brutos, não dá para imaginar que muito mais que 10% ou 20% acabe retornando aos clubes de alguma das formas citadas.

Obviamente, quanto maior for o mercado, maior o bolo a ser distribuído, assim como, no início há mais investimentos em construção de marca e indústria. Mas a ideia de que as apostas transformarão o futebol brasileiro é exagerada. Não mudaram o futebol na Europa e não o farão no Brasil.

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O InfoMoney preza a qualidade da informação e atesta a apuração de todo o conteúdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

Apostas desportivas: regras de ouro para obter mais sucesso

Primeira regra de ouro: se não domina a modalidade, não aposte.

Desengane-se se pensa que é como jogar no Totobola. As apostas desportivas na internet requerem paciência, controlo emocional e muita disciplina. Há, desde logo, um conceito que tem de dominar: as odds. Saber exatamente como funcionam vai permitir-lhe tirar o máximo partido delas. Passando das palavras aos atos, para jogar, tem de registar-se num site de apostas e depositar na sua banca o mínimo exigido, normalmente, 10 euros. Este depósito pode ser feito através de cartão de crédito, multibanco, transferência bancária ou de outro método disponibilizado pela casa de apostas.

1. Se não domina a modalidade, não aposte

Se quer ganhar dinheiro com as apostas desportivas, tem de conhecer bem as modalidades em questão bem como as equipas e os jogadores em que pretende apostar. Acredite: se se fiar apenas na sorte, ficará sem dinheiro enquanto o diabo esfrega um olho.

2. Faça o trabalho de casa

Pode achar-se um Mourinho de bancada, mas isso não chega para ser bem-sucedido nas apostas desportivas. Invista algum tempo a consultar estatísticas, classificações, momentos de forma das equipas e dos jogadores, castigos, lesões e etc. Quanto mais não seja, para chegar à conclusão de que aquela que até lhe parecia uma boa aposta, tem afinal um risco que não compensa a odd que lhe está associada. Há páginas na internet que lhe fazem a papinha (quase) toda, disponibilizando estatísticas e comparando as odds oferecidas pelas diferentes casas de apostas. O site www.meusresultados é um desses exemplos.

3. Não gaste nem mais um cêntimo

Estabeleça a quantia máxima que está disposto a arriscar e nunca, mas nunca, utilize dinheiro que lhe faz falta. Pense naquele gadget que está de olho há muito tempo, mas que, na verdade, se o comprar vai ver que não terá grande utilidade. É esse dinheiro que deve gastar, e não o que usaria para pagar o Imposto Único de Circulação.

4. Devagar se vai ao longe

Refreie o “lobo de Wall Street” que há em si. Não caia no erro de querer ganhar muito dinheiro rapidamente, pois é meio caminho andado para fazer demasiadas apostas e, consequentemente, perder mais vezes. Comece por aplicar valores muito baixos durante vários meses, para perceber como funciona este universo. Se achar que tem perfil para ser um jogador de mão cheia, avance, mas não faça muitas apostas em simultâneo e, de preferência, evite as apostas múltiplas (incluir vários jogos numa única aposta). É verdade que isso amplia a odd final, mas o risco de perda também aumenta significativamente. Um dos segredos para o sucesso é fazer poucas apostas, porque, ao ser mais criterioso na escolha, minimiza as probabilidades de perder.

5. Não corra atrás do prejuízo

Sempre que perder uma aposta, o melhor é não voltar a jogar durante algum tempo. A ânsia de querer recuperar depressa o dinheiro que perdeu vai tirar-lhe o discernimento e levá-lo a cometer erros evitáveis. É essencial disciplinar-se, e focar-se em reduzir ao máximo as apostas em que perde, se quer elevar a sua taxa de sucesso.

6. Aposte um pouquinho de cada vez

Resista à tentação de apostar quantias demasiado elevadas, face ao valor que tem na sua conta. Aconselhamo-lo a não ultrapassar os 5% do total em cada jogada, mas pode utilizar outros métodos para decidir que montante vai apostar. Se sentir o seu espírito de apostador inquieto, pense que, se perder uma aposta em que arriscou grande parte do valor da sua banca, vai demorar muito mais tempo para recuperar e estará mais propenso a tomar decisões erradas.

7. “Querido diário, hoje joguei e ganhei”

Fazer o registo das suas apostas pode ser um importante auxílio, sobretudo se apostar em diferentes desportos e fizer vários tipos de aposta. Por muito que confie na sua memória, ao fim de algum tempo, perderá a noção de onde ganha e perde dinheiro. Se tiver tudo registado, poderá aferir facilmente as modalidades e os tipos de jogos em que é mais eficaz, devendo especializar-se apenas nesses. Talvez não tenha pensado nisso, mas um ficheiro Excel pode tornar-se no seu maior confidente.

8. Em tempo real é que é

As chamadas apostas ao vivo permitem apostar no decorrer do jogo, o que lhe dá a possibilidade de beneficiar de odds mais elevadas. Vamos a um exemplo: o Benfica joga em casa e é claramente favorito, mas, aos 30 minutos, a partida ainda está empatada a zero. Nesse momento, a odd para a vitória da equipa da Luz vai ser certamente maior do que era antes do apito inicial. Logo, pode ser mais vantajoso fazer a aposta durante o jogo, sobretudo se estiver a acompanhá-lo e o Benfica estiver a jogar melhor, confirmando o seu favoritismo. Mas faça figas, porque só ganha se o Benfica também vencer o jogo!

9. Uma questão de odds

Se fizer uma incursão pelas diversas páginas de apostas na internet, vai encontrar odds distintas para o mesmo acontecimento em cada uma delas. Nalguns casos, as diferenças são bastante significativas. Uma boa estratégia é ter conta aberta em vários sites, para que possa comparar as odds, optando pelo que lhe oferecer o valor mais alto. A longo prazo, apostar nas melhores odds do mercado fará toda a diferença no dinheiro que poderá, eventualmente, amealhar.

10. Não persista no erro

Não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Se vir que, em vez de ganhar, perde de forma sistemática, o melhor é dedicar-se a outra atividade. Se persistir no erro e continuar a tentar, mesmo quando a realidade lhe grita com todas as forças que não tem perfil para as apostas desportivas, o resultado mais provável vai ser uma carteira cada vez mais leve.

Para ser bem-sucedido nas apostas desportivas, o segredo é aceitar que não se podem ganhar todas.

Como funcionam as odds?

Uma odd é a cotação atribuída a um dado acontecimento, como a vitória de uma determinada equipa de futebol. Ela indica a quantia que poderá ganhar ao realizar a aposta, pois o montante que aplicar será multiplicado pelo seu valor. Além disso, representa também a probabilidade desse evento ocorrer. O valor desta cotação é fixado por especialistas das casas de apostas, com base em dados estatísticos, informações sobre as equipas, etc., e poderá variar ao longo do tempo, consoante o volume de apostas que vai sendo feito. Ou seja, se houver muita gente a apostar na vitória da equipa A, a sua cotação tende a baixar um pouco.

O que é fundamental reter é que o valor da odd é inversamente proporcional à probabilidade de vitória. Por isso, se apostar numa equipa que tenha uma odd baixa, terá maior probabilidade de faturar. Mas, o prémio será menor do que aquele que ganharia se tivesse optado por uma equipa com menos probabilidade de sair vitoriosa e, por esse motivo, com uma odd mais elevada.

As apostas de futebol são entusiasmantes principalmente devido à incerteza do resultado final, mesmo em jogos que à partida parecem previsíveis. Na 22Bet as odds são particularmente altas, e muitos apostadores acreditam que podem ganhar sempre nas apostas de futebol. Juntando a promessa de dinheiro com a previsão de resultados que à partida parecem lógicos, temos a combinação perfeita para bons momentos de apostas desportivas.

Primeiro de tudo, você precisa de saber que não ganhará sempre nas apostas de futebol. Porquê? Porque a matemática assim o dita, mais especificamente a estatística. No entanto, não desanime. É possível ganhar um bom dinheiro nas apostas desportivas. Eu aposto na 22Bet (clique aqui para se registar), é a única casa de apostas onde coloco o meu dinheiro, e tenho ganho bastante nas apostas de futebol. Como faço?

Eu recomendo as apostas na hipótese dupla nos jogos ao vivo. O que faço é muito simples: vejo na aplicação "Meus Resultados" as partidas que estão no intervalo, e procuro por equipas que estão a perder por apenas um golo e onde as estatísticas apontam para um equilíbrio ou mesmo para mais remates, cantos e ataques da equipa que está a perder. Depois, vou à 22Bet e aposto nessas equipas que estão a perder ao intervalo para empatarem ou vencerem o jogo, ou seja aposto no 1X ou X2.

Na 22Bet as odds para esses clubes que estão a perder ao intervalo está sempre acima dos 2.00, e muitas vezes alcançam os 4.00 ou 5.00. Não ganho em todos os jogos, mas ganho nos suficientes para ter um bom lucro. Recomendo que siga essa estratégia, especialmente de noite nos jogos das ligas sul-americanas que têm grandes reviravoltas no marcador.

A 22Bet tem pagamentos muito rápidos – 5 minutos para Neteller ou 1/2 dias para contas bancárias. O que eu faço é levantar os lucros diariamente, para não ter o dinheiro lá parado e correr o risco de o perder em outras apostas que não as do método das hipóteses duplas ao intervalo. Se fizer como eu, terá um bom lucro nas apostas desportivas.



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