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1. Evolução do futebol com a TV

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Audiências TV: SIC e TVI crescem no regresso das competições europeias de futebol. Por Meios & Publicidade a 26 de Outubro de 2020. Clipboard01 Programas, Programação, Vídeos, Sobre a TV, Contato, Como Sintonizar, WebTV. Ao vivo Brasil Visto de Cima. A seguir Histórias de Vida. Sport TV, Movistar La Liga, SKY Sports, DAZN e Telefoot. Estes são alguns dos canais de desporto pagos mais conhecidos para ver futebol. Futebol em inglês

Futebol na TV. Guia de todos os jogos de futebol do dia transmitidos pela TV. Horários e televisão do Futebol português, liga espanhola e futebol internacional.

Assista em direto os canais portugueses de futebol e outros desportos, incluindo Sport TV, Benfica TV (BTV) ou Eleven Sports.A investigação do caso Operação Marquês suspeita que José Sócrates e Carlos Santos Silva financiaram em 2011 a compra de direitos Dificuldades todas que colocamos aqui os 10 melhores sites para ver alternativas jogos de futebol em direto online em aternativa ao eleven sports ou sport tv.Live Soccer TV - Listas de TV de Futebol, Streams ao Vivo Oficiais, Resultados de Futebol ao Vivo, Jornadas, Tabelas, Resultados, Notícias, Pubs e Resumo

2. Futebol em inglês. Assistir a um jogo de futebol pela TV: vantagens e - Apitar

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Live Soccer TV - Listas de TV de Futebol, Streams ao Vivo Oficiais, Resultados de Futebol ao Vivo, Jornadas, Tabelas, Resultados, Notícias, Pubs e Resumo Futebol em inglês Aug 27, 2019 - Explore Umiaza's board Futebol TV on Pinterest. See more ideas about livestream football, live soccer, football today. Live Football TV é um aplicativo projetado para amantes do futebol, tem jogos ao vivo, pontuações, jogos e mesa de pontos de todo o mundo. As principais A Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal assinaram um memorando de entendimento, aprovado nas reuniões de Direção de

A televisão permitiu que o futebol crescesse e que não só se tornasse o desporto mais famoso do planeta, mas também uma das indústrias mais lucrativas do Error: The domain is not authorized to show the cookie declaration. Please add it in the cookie manager to authorize the domain.Futballarium Barcelona: O Local Ideal para Ver Futebol na TV em Barcelona - Veja 537 avaliações de viajantes 404 fotos reais e ótimas ofertas para Barcelona, Faz já o download de Futebol Tv Ao Vivo Online para Android na Aptoide! Sem custos extra. Classificação dos utilizadores para Futebol Tv Ao Vivo Online:

3. BEm que canal joga o Benfica. ‎Live Soccer TV: Futebol na TV na App Store

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Saiba onde joga hoje em direto o Benfica, FC Porto e Sporting, entre outras equipas das melhores ligas do mundo. Consulte o horário e transmissão televisiva Futebol e tv

Os jogadores de futebol Gustavo Mosquito e Fábio Santos batem as mãos em na noite de quarta-feira (3), fez a Globo bater o recorde com futebol em 2021. O Notícias da TV é produzido por jornalistas profissionais que assistir jogos de futebol e desportos em PUB Café-Bar restaurante em Matosinhos (Porto), Sport TV e BTV, com ligas internacionais.Jogos de hoje na TV: confira as partidas de futebol desta quinta (04). Campeonato Brasileiro Série A, Copa do Rei, Mundial de Clubes e Aceda ao calendário detalhado de Futebol na Televisão., Benfica, -, Famalicão, BenficaFamalicão, BENFICA TV., Marítimo, -, Santa Clara

4. MP suspeita que Sócrates entrou no negócio do futebol na TV Futebol em inglês

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Aceda ao calendário detalhado de Futebol na Televisão., Benfica, -, Famalicão, BenficaFamalicão, BENFICA TV., Marítimo, -, Santa Clara Sócio 107658: Os programas de futebol da TV. Um país que tolera que Rui Santos lhe explique o futebol é um país que não merece o futebol. A SIC Futebol e tv Os encontros podem ser igualmente acedidos através da AF Setúbal TV, na APP da Associação de Futebol de Setúbal, disponível nas Play Na lista dos dez programas mais vistos do ano, nove são jogos de futebol e seis deles foram partidas do Euro 2004. Na liderança das audiências

Veja aqui onde dá os jogos de futebol na tv hoje - Sport tv, Benfica tv, Sporting tv e Porto Canal.A investigação do caso Operação Marquês suspeita que José Sócrates e Carlos Santos Silva financiaram em 2011 a compra de direitos Título: A TV do futebol. Editor(es): Lopes, Felisbela, Pereira, Sara. Palavras-chave: Televisão, Média, Futebol, Mundial 2006, Jornalismo. Data: Jun-2006.Sócio 107658: Os programas de futebol da TV. Um país que tolera que Rui Santos lhe explique o futebol é um país que não merece o futebol. A SIC

5. Futebol tv flamengo. Investimento da NOS e da PT no futebol é maior do que

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Sócio 107658: Os programas de futebol da TV. Um país que tolera que Rui Santos lhe explique o futebol é um país que não merece o futebol. A SIC Faz já o download de Futebol Tv Ao Vivo Online para Android na Aptoide! Sem custos extra. Classificação dos utilizadores para Futebol Tv Ao Vivo Online: A Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal assinaram um memorando de entendimento, aprovado nas reuniões de Direção de Partidas em dias úteis são aliciante extra. Não há contratos fechados. Futebol e tv

3,032Competições. 24 horas de Futebol. Ao vivo. Sua comunidade de streaming de futebol ao vivo e sob demanda League 2077, Na ANFA TVFutballarium Barcelona: O Local Ideal para Ver Futebol na TV em Barcelona - Veja 537 avaliações de viajantes 404 fotos reais e ótimas ofertas para Barcelona, DESTAQUES - FUTEBOL. Portugal. SPORTING X BENFICA. Seg, 1 Fevereiro,. BELENENSES SAD X FC PORTO. Qui, 4 Fevereiro,. MARÍTIMO X Compras on-line uma variedade de melhor futebol tv de futebol tv distribuidores atacadistas profissionais dos preços a granel.

6. Futebol em inglês. Depois do Bragantino, Red Bull mira entrada no futebol inglês

Compras on-line uma variedade de melhor futebol tv de futebol tv distribuidores atacadistas profissionais dos preços a granel. Onde dá o Futebol. jogos de futebol na TV e Guia Televisão Guia do futebol, onde vai passar o jogo! saiba já! Error: The domain is not authorized to show the cookie declaration. Please add it in the cookie manager to authorize the domain. Futebol em inglês A Live Soccer TV app é a plataforma de iOS para o – um site de futebol que tem um guia de TV resultante de uma investigação meticulosa,

Não houve acordo: Futebol na TV só em canal pago. Maio 17, 2020 pm Maio 17, 2020. As últimas dez jornadas da I liga vão ser transmitidas em canais Futebol Ao Vivo ⚽【Agora】✅ em Tempo Real. Veja os jogos de futebol Online AO VIVO ?? dos principais times e campeonatos do mundo, acesse Essa nova linha de TV traz a vibração das arenas para dentro da sua sala. Os gritos dos jogadores e as cores da torcida vão sair das A SIC Notícias vai deixar de exibir os programas de debate sobre futebol com recurso a comentadores ligados aos três grandes.

7. Conheça os melhores canais de futebol – Compara Plano Futebol em inglês

A SIC Notícias vai deixar de exibir os programas de debate sobre futebol com recurso a comentadores ligados aos três grandes. Mais Futebol online gratis. Tv em directo. A jornalista, de 27 anos, será a primeira mulher a exercer as referidas funções numa partida do principal escalão do futebol português. A SIC Notícias vai deixar de exibir os programas de debate sobre futebol com recurso a comentadores ligados aos três grandes. Futebol e tv

Programação de TV. Confira todos os jogos de campeonatos nacionais e internacionais transmitidos nas TVs e streamings. Aqui é o seu guia de jogos Jogos de hoje na TV: confira as partidas de futebol desta quinta (04). Campeonato Brasileiro Série A, Copa do Rei, Mundial de Clubes e O Premiere é um canal pay-per-view de TV por assinatura que transmite os principais campeonatos estaduais, os jogos do Brasileirão das séries A e B e a Copa AFE TV em DIRETO A Associação de Futebol de Évora vem por este meio informar que foi PARABÉNS, FUTEBOL CLUBE DE SANTANA DO CAMPO. 08.

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Estratégia de apostas desportivas para ambas as equipas marcam. Saiba tudo!

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O "Radar Desportivo" tem como objectivo fazer um apanhado ou síntese das principais notícias que marcam a actualidade desportiva na última semana. Em casa artigo tentaremos apresentar uma seleção de.

Reviews de casas de apostas

O Apostas Online existe desde setembro de 2008 e ao longo dos anos tem vindo a servir como principal canal de recomendação de casas de apostas, prognósticos de futebol e casinos online. Somos especialistas em apostas desportivas e diariamente fazemos as melhores recomendações de casas de apostas legais para apostar em Portugal, bem como os melhores e mais detalhados prognósticos de futebol do mercado, com análises criteriosas das equipas e recomendações de apostas a realizar nesses jogos.

A lei do jogo online em Portugal foi alterada em 2015, e desde então, apenas casas de apostas online com licença podem exercer a sua atividade em Portugal. As licenças são emitidas e reguladas pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogo (SRIJ), um organismo do Turismo de Portugal, que visa tornar o mercado de apostas desportivas online mais credível, sério e confiável, tanto para as casas de apostas, quanto para os jogadores. Um mercado regulamentado é sempre um mercado mais maduro, confiável e onde o próprio jogador está protegido pela lei.

Desde a entrada da lei do jogo em Portugal, apenas as casas com licença podem operar no país, o que fez com que muitas casas de apostas tenham suspenso a sua atividade em Portugal.

No nosso encontrará as melhores dicas de apostas em futebol, prognósticos de futebol detalhados, informações estatísticas extremamente relevantes sobre os jogos, artigos e estratégias de apostas, tutoriais passo a passo de como fazer apostas desportivas, bem como notícias, análises de campeonatos e competições, informações detalhadas sobre equipas, jogadores, competições e demais informações, todas elas importantes na hora de fazer as suas apostas.

Acreditamos que um apostador bem informado toma melhores decisões, aposta de forma mais segura e tem maior possibilidade de ganhar as suas apostas desportivas. Com toda a informação que encontra no nosso portal, terá a capacidade de tomar melhores decisões e apostar de uma forma profissional.

Apostas legais em Portugal

Qual é a vantagem de apostar em casas legais? A principal vantagem de apostar em sites legais é que ao fazê-lo, garante que está a jogar numa casa de apostas ou casino online que cumpre com a lei e com todos os requisitos técnicos impostos pela regulamentação em Portugal. O que significa que estará mais protegido pela lei e evita problemas com a própria casa de apostas.

Uma casa não licenciada, poderá encerrar a sua conta de jogador a qualquer momento, não emitir pagamentos, etc., sendo que a sua jurisdição é fora de Portugal e como tal, o jogador não está protegido. Essas situações acontecem com muita frequência, especialmente quando o apostador está a ganhar e/ou obtém lucros consideráveis com os seus prognósticos ou até mesmo no casino.

Outra vantagem de apostar numa casa legal é o facto do jogador não ter que pagar impostos sobre os seus ganhos, uma vez que as próprias casas de apostas já estão a pagar impostos ao estado. Jogadores que joguem em casas de apostas ilegais, não estão a contribuir para o estado e podem ser multados por não haver lugar ao pagamento de impostos sobre os ganhos, o que numa casa de apostas legal em Portugal, jamais acontecerá.

Apostar em sites ilegais não compensa de forma alguma, quer pela falta de protecção, quer pela falta de apoio jurídico, quer pela falta de transparência. Faça sempre as suas apostas em casas legais em Portugal. Essa é a melhor forma de ganhar como apostador e contribuir para o crescimento do país e do próprio mercado de apostas desportivas.

Prognósticos de apostas

Somos obcecados com os prognósticos de apostas desportivas, pela simples razão de que ao longo dos anos, percebemos a importância de fazer uma boa análise pré-jogo antes de efetuar qualquer aposta. Quanto mais informação tem ao seu dispor antes de efetuar uma aposta, maiores as probabilidades de ganhar no longo prazo. E quando falamos de apostas online em futebol, ténis, basquetebol, etc., os melhores apostadores são aqueles que têm mais informação.

Por isso, criamos diariamente dezenas de prognósticos de futebol e outros desportos, para que possa realizar as suas apostas com o máximo de informação possível antes do jogo começar. Isso vai ajudá-lo a realizar tanto as suas apostas pré-jogo ou live em maior segurança, tomando melhores decisões e aumentando consideravelmente a sua margem de lucro.

Todos os nossos Tipsters são profissionais que apostam diariamente em futebol, ténis e basquetebol, para lhe trazer as melhores odds e as melhores recomendações de apostas para um determinado jogo. Em cada prognóstico, poderá consultar a opinião do especialista, analisar a sua tendência de ganho ao longo do tempo, comentar com a sua opinião e efetuar a sua aposta numa das nossas casas de apostas recomendadas, aproveitando os magníficos bónus para novos jogadores que todas elas oferecem.

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A Sapienta Sports é uma marca do Grupo Sapienta focada no desenvolvimento de ações de formação na área do Desporto.

Saiba como na Sapienta Sports Academy!

São estes os Resultados de 2020 até à data que nos deixam motivados para mais e melhor formação de Treinadores.

It's time to Improve Your Performance

Certificações

As formações Sapienta Sports são certificadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude - IPDJ e permitem a atribuição de unidades de crédito para renovação dos títulos TPTD, TPTEF e TPDT.

O sistema de certificação de entidades formadoras, a par de outros mecanismos, é um dos garantes da qualidade do Sistema Nacional de Qualificações em Portugal.

Sapienta Sports: uma empresa com visão de futuro, que já se afirmou como empresa de formação alternativa e complementar às Federações Desportivas. Formação com temas atuais e pertinentes dentro de cada área de atuação.

Adelaide Botelho Diretora Técnica na Piscina das Palmeiras (Setúbal)

Formações com qualidade, com escolha de formadores e temas bastante interessantes, para o meu desempenho como treinador. Locais das formações bem escolhidos. Boa interacção entre a organização e os formandos. Além disto tudo, o site da Sapienta Sports está bem estruturado e com acesso fácil.

Carlos Florentim Treinador de Natação

Um grande obrigado Sapienta Sports pelo rigor e qualidade na formação através de uma equipa de apoio e formadores muito disponível para qualquer necessidade do formando.

Filipe Costa Coordenador Técnico Futebol

Enquanto licenciado em Ed. Física e Desporto, tenho adquirido conhecimento específico em áreas que na minha formação académica não tive possibilidade de aprofundar. Estando a residir na Ilha da Madeira, a Sapienta Sports dá-nos a oportunidade de assistir às formações à distância através de vídeo conferência, havendo hipótese de tirar dúvidas com o formador no momento. Sou um formando habitual das formações na área do futebol e bastante satisfeito. Parabéns Sapienta Sports!

Henrique Andrade Licenciado em Educação Física e Desporto

Conheço a Sapienta Sports por ser uma empresa de formações que procura a excelência nos serviços que presta, contribuindo para uma importante partilha de conhecimentos. É um orgulho para mim ter a oportunidade de colaborar com algumas das formações que proporcionam.

Agradeço pela maneira como vocês permitem, no modo Formação à Distância, a quem não pode estar presente de seguir com a melhor das qualidades. Um trabalho deveras TOP!

Ricardo Marcelino Treinador de Futebol (Suiça)

A Sapienta Sports está de parabéns pelo excelente trabalho que tem desenvolvido, principalmente por não estar focada no aqui e agora mas antes numa visão de futuro que, eu tenho a certeza, terá um enorme sucesso. Parabéns Sapienta Sports!

Escritor de conteúdo especializado em futebol e basquete

Escritor e jornalista, Leonardo Souza atualmente acompanha e compartilha com os leitores do Wetten Brasil todas as novidades do mundo dos esportes, como um verdadeiro entusiasta. Assim, dedica-se a informar aos seus leitores, de modo confiável e ágil, tudo o que está ocorrendo nos campeonatos nacionais e internacionais dos esportes mais renomados do mundo.

Através das nossas análises aprofundadas, no Wetten Portugal poderá encontrar, com exatidão, as apostas de futebol que vão de encontro às suas necessidades enquanto apostador.

Existem centenas de mercados de apostas futebol ao vivo, para que consiga lucrar ao máximo com o seu conhecimento, neste que é o desporto rei!

Com um mercado legalizado, o número de sites de apostas autorizados no país aumenta a olhos vistos, permitindo que haja uma concorrência saudável, que melhora, exponencialmente, as condições que cada apostador terá para apostar, quer seja nas odds, mercados de apostas futebol ou nos bónus de boas-vindas!

Sim! No início da internet, as apostas no futebol viviam numa espécie de “limbo” legal, típico desses primeiros tempos em que governos e autoridades ainda procuravam entender o alcance da World Wide Web, criada por Tim-Berners Lee em 1989. A própria Primeira Liga portuguesa chegou a ser patrocinada por uma casa de apostas internacional. Para os apostadores em si, a atividade não era ilegal, mas as garantias eram mínimas.

Só em 2015 podem finalmente os portugueses começar a fazer apostas legais em futebol, com os seus dados e informações bancárias totalmente protegidos ao abrigo da lei – desde que usem os serviços de plataformas licenciadas pelo SRIJ. Mais de uma dezena de sites de jogos de casino e apostas desportivas passaram pelo processo de licenciamento e estão atualmente a operar de forma totalmente legal. O SRIJ supervisiona a atividade dos sites e, em casos extremos, pode tratar de reclamações dos apostadores.

De facto, nunca foi tão seguro e transparente fazer apostas em futebol online em Portugal como agora. As tecnologias de segurança usadas, como o SSL e a encriptação, tornam impossível que alguém indesejado possa aceder aos dados pessoais conservados pela casa de apostas. Naturalmente, estas garantias de legalidade e segurança dão mais confiança aos apostadores e potenciais apostadores do nosso país. O número de pessoas que se regista nos sites de apostas em futebol tem vindo a crescer desde então, acompanhando o aumento no número de empresas a operar. Estes apostadores estão ávidos de saber mais como: O que são os mercados de apostas no futebol? Em que campeonatos e ligas posso apostar? Como funcionam os bónus? Onde se encontram as melhores odds? Continue a ler para descobrir mais!

Mercados de Apostas no Futebol

Existem centenas de opções de aposta em futebol diferentes nas plataformas online – muitas mais do que o tradicional mercado 1×2. Esta diversidade permite-lhe tirar partido de conhecimentos específicos de que disponha ou daquilo que a sua intuição lhe disser sobre aspetos particulares do jogo. Além disso, torna a atividade das apostas em futebol muito mais divertida e interessante. Uma só partida de futebol chega a ter mais de cem mercados diferentes. Estes são os principais.

Mercado 1×2

O 1×2 é o mercado de apostas de futebol clássico, o mais tradicional e no qual os portugueses jogaram exclusivamente por décadas (sem “odds”, apenas apontando ao resultado), antes da internet. A ideia deste mercado é simples: apostar se a equipa da casa ganha, empata ou perde. Além das apostas “pré-live”, também é possível apostar no mercado 1X2 ao vivo. Tenha atenção às odds disponíveis neste mercado 1×2. As casas de apostas lançam promoções especiais neste mercado com relativa frequência, permitindo que possa ter ainda um maior retorno sempre que acertar.

Marcadores de Golos

Escolha o jogador que considera que vai marcar um ou mais golos no jogo. Caso esse jogador consiga mesmo marcar, dentro dos 90 minutos, ganha a aposta. Também poderá apostar em qual a equipa que marca primeiro; ou se uma ou ambas as equipas marcam em ambas as partes, na primeira ou na segunda. Se acredita que ambas as equipas marcarão três ou mais golos, poderá apostar nessa hipótese, e também poderá apostar que haverá pelo menos um golo entre o minuto 1 e o minuto 15. As possibilidades são imensas.

Handicaps

O handicap permite apostar numa equipa que começa o jogo já a ganhar ou a perder. Recorde as “futeboladas” com os amigos no tempo da escola primária. A 2.ª classe começava um jogo contra a 3.ª a ganhar 3-0, para ser mais justo (pois um ano de idade fazia muita diferença). As apostas em futebol com handicap baseiam-se neste princípio de equilibrar equipas com capacidades diferentes. Por exemplo, sendo o Barcelona favorito contra o Leganés, ao apostar nos “blaugrana” com um handicap de 1 ou 2 golos encontrará uma “odd”. Ou seja, apostará que o Barcelona, mesmo começando a perder virtualmente por 1 ou 2 golos, conseguirá ganhar.

Resultado Certo

Este é provavelmente o mercado de apostas de futebol mais simples: aposte no resultado exato de um jogo. A probabilidade diz-lhe que o Flamengo baterá o Vasco da Gama, mas qual o resultado exato? 1-0? Ou 4-2? E se o seu cálculo lhe disser que o Vitória de Setúbal tem hipóteses de bater o Benfica, marcando num lance de bola parada e aguentando estoicamente à defesa o resto do jogo? O resultado certo não será de 1-0 a favor dos sadinos? Como se trata uma aposta em futebol bastante mais arriscada que o mercado 1X2, encontrará “odds” superiores.

Contra Aposta

O “matched betting”, também designado por contra aposta ou “aposta contra”, é uma forma de aposta que minimiza o risco. Consiste em colocar duas apostas para o mesmo resultado desportivo, uma contra e outra a favor. Desta forma, é possível tirar partido de apostas em futebol grátis, uma vez que a oferta reduz ou elimina o prejuízo se o respetivo resultado se vier a verificar. Ressalvamos que as técnicas de “matched betting” funcionam idealmente se jogar em simultâneo numa casa de apostas e numa bolsa de apostas, onde os jogadores apostam uns contra os outros. E atualmente ainda não há bolsas de apostas licenciadas em Portugal.

Apostas ao Vivo

Tire proveito das apostas em futebol ao vivo, lucrando com o que está a ver em direto. Se aos 15 minutos do Barcelona x Manchester City suspeitar que os “citizens” sairão vencedores, aposte já antes que marquem o primeiro golo, pois nessa altura a “odd” apresentada pela casa irá descer! As apostas ao vivo são especialmente interessantes para quem sabe “ler” o jogo como um treinador. Lembre-se que, estando de fora, deverá avaliar também o perfil e as capacidades de cada um dos treinadores que influenciarão os 90 minutos da partida!

Características dos Melhores sites de apostas de Futebol

Podemos comparar as melhores casas de apostas em futebol avaliando as suas características. Algumas poderão ser mais ou menos importantes ou relevantes para cada apostador, mas todas são importantes em determinados momentos. Para compreendermos como funciona cada casa e em qual, ou quais, nos deveremos registar são particularmente cruciais. Veja em seguida quais são essas características de acordo com a nossa equipa de especialistas.

Bónus para Novos Jogadores

As casas de apostas em futebol competem para atrair novos jogadores, isto é, novos clientes. Os bónus de boas-vindas para novos apostadores servem para cativar potenciais clientes a aderir. Tire partido da oferta e procure as melhores.

Processo Simples de Registo

Um processo simples de registo é fundamental em qualquer serviço online. As casas de apostas em futebol não fogem à regra. Quanto menos passos tiverem de ser dados e mais intuitivo for o registo, melhor. A simplicidade deve equivaler a rapidez; ninguém tem de precisar de minutos intermináveis para se registar.

Licença Portuguesa

Todos os sites de apostas em futebol que apresentamos detêm uma licença de operação atribuída pelo SRIJ (Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos). Ao atuar dentro da lei e com total transparência, as casas de apostas mostram respeito pelo consumidor e dão as melhores garantias de segurança e imparcialidade.

Mercado de Apostas

As melhores plataformas oferecem bons mercados de apostas em futebol. Antes de escolher em que site de apostas se irá registar, poderá consultar as nossas análises e rapidamente perceber quais são os operadores que oferecem um maior número de mercados de apostas em futebol.

Odds e SuperOdds

As melhores “odds” significam: maior retorno pelo mesmo investimento. Se um site de apostas oferece 1.60 pela vitória do FC Porto contra o Moreirense e outro 1.80, este último é a escolha óbvia. Nos sites de apostas portugueses também terá acesso a promoções de “Super Odds”, com um retorno excecionalmente elevado.

Apostas Live

Se nunca apostou ao vivo, já depois de o jogo de futebol começar, tem de o fazer! A emoção que se sente é única e distinta de apostar pré-live. É importante que a plataforma na qual se vai registar inclua apostas ao vivo. Mesmo que não queira tentar agora, seguramente quererá no futuro!

App iPhone e Android

Muitas casas de apostas nacionais disponibilizam as suas plataformas em ambiente móvel para utilizadores de iPhone (ou iPad) e Android. Controle as suas apostas a qualquer momento, no seu telemóvel (por exemplo, para apostar ao vivo se está a ver o jogo num restaurante). Também poderá aceder a promoções “mobile” exclusivas.

Desportos Disponíveis

Um bom site de apostas em futebol deverá compreender outros desportos, para quando quiser variar, por exemplo. As casas de apostas nacionais permitem-lhe apostar também em ténis, basquetebol, futebol americano, ciclismo, Fórmula 1, râguebi, golfe, hóquei no gelo, andebol e outros desportos.

Experiência

O que dissemos para o processo de registo é válido para a experiência de utilizador. A plataforma desafia-nos a utilizá-la durante horas, ao longo de semanas e meses, seja no computador, no telemóvel ou tablet. O design deve ser “clean” e os critérios de usabilidade elevados, para que utilizar a plataforma seja simples e agradável.

Depósitos e Levantamentos

Qual o seu método de pagamento preferido para fazer depósitos num site online? Quer utilizar o PayPal, comprar um cartão pré-pago ou prefere “carregar” por Multibanco? Nem todas as casas de apostas em futebol portuguesas aceitam os mesmos meios de pagamento, inclusivamente para depósito ou levantamento. Procure uma com os seus preferidos.

Porquê Apostar em Futebol Online

O futebol já é suficientemente apaixonante para levar as pessoas, de todas as classes, condições e orientações a assistir aos jogos e a acompanhar os campeonatos. E se fosse possível fazer parte do jogo? Naturalmente que os adeptos não podem entrar em campo. Mas as apostas em futebol são uma forma de cada adepto sentir que o jogo lhe diz diretamente respeito. Não que possa influenciar o resultado, mas colocando a sua convicção pessoal à prova e arriscando uma quantia em dinheiro, a verdade é que há uma hipótese de a receber de volta com lucro.

Em Portugal, como o desporto-rei é a grande paixão nacional, a maior parte dos adeptos tem uma série de vantagens relacionadas com o conhecimento do jogo, logo, mais hipóteses de ganhar:

  • Noção da qualidade das equipas e dos seus jogadores.
  • Conhecimento do histórico de confrontos das equipas da Liga Portuguesa.
  • Considerável cultura geral sobre o andamento das principais ligas europeias e das competições internacionais da UEFA.
  • Compreensão dos fenómenos psicológicos e motivacionais que conduzem as equipas de futebol ao longo de uma competição.
  • Deteção facilitada de oportunidades de valor.

Com tanta emoção, paixão e potenciais ganhos, o risco de não saber (ou conseguir!) parar é real. Visite a nossa página de dicas e estratégias de apostas futebol para saber como jogar e apostar responsavelmente.

Melhores Ligas Para Apostar

As casas de apostas em futebol nacionais oferecem mercados relativos a um número elevado de ligas de futebol nacionais e internacionais, bem maior do que o que é normalmente analisado na comunicação social especializada. Porém, é nas ligas mais conhecidas que a maioria dos apostadores se concentra. Assim, vejamos quais são.

Liga NOS

Para os apostadores portugueses, a Liga NOS é onde verdadeiramente se sentem a “jogar em casa”. Sendo que muitos jogam apenas nos mercados de apostas de futebol relativos aos Três Grandes (FC Porto, Benfica e Sporting), recomendamos não fazer o mesmo. Há oportunidades à espreita na análise de todas as dezoito equipas do formato atual. Tire o máximo proveito do nosso conhecimento profundo sobre as equipas da Liga Portuguesa e o respetivo momento desportivo.

Premier League

A Liga Inglesa é considerada uma das melhores ligas de futebol do mundo, com espetáculo e golos garantidos todos os fins-de-semana. Nenhuma outra liga pode dizer que tem cinco candidatos ao título todos os anos: Manchester United, Manchester City, Liverpool, Chelsea e Arsenal. Tem ainda o Tottenham, eterno candidato e potenciais surpresas como o Leicester, em 2016! A Premier League é dos campeonatos que movimenta mais dinheiro e, por isso, nos mercados de apostas de futebol apresenta sempre grande liquidez.

La Liga

A Liga Espanhola, vulgarmente conhecida como “La Liga”, alberga dois dos clubes mais poderosos a nível planetário: o Real Madrid e o Barcelona. Durante longas épocas, o confronto de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi simbolizou esta rivalidade e concentrou atenções no campeonato espanhol. Mais ainda, depois de anos de “travessia no deserto”, o Atlético Madrid volta a estar em condições de bater o pé aos seus rivais.

Liga dos Campeões

A Liga do Campeões, ou “Champions League” em inglês, é a competição de clubes mais importante da UEFA, onde as melhores equipas europeias se juntam para determinar quem é a melhor nessa temporada. É a oportunidade de ver o Real Madrid, Manchester United, Paris Saint-Germain, Juventus e outros batendo-se entre si. É considerada a melhor competição de clubes do mundo, uma vez que concentra praticamente todos os melhores futebolistas do planeta, mais do que o próprio Campeonato do Mundo FIFA, onde a participação dos melhores depende do país que representam.

Liga Europa

Esta é a chamada “Segunda Divisão Europeia”, onde competem as grandes equipas de cada liga que não chegaram à Liga dos Campões. Apesar de não ter tanta liquidez como a “Champions”, também lhe permite assistir a grandes jogos nesta competição. Os clubes portugueses têm um palmarés interessante na Europa League, com a vitória do FC Porto em 2011 (numa época em que FC Porto, SC Braga e Benfica chegaram às meias-finais) e o Benfica nas finais em 2013 e 2014.

Liga Italiana

A Liga Italiana reúne alguns dos clubes com mais história no futebol europeu, como os rivais de Milão (o Inter e o AC Milan) e a Juventus. O regresso da “Juve” à Serie A Itália e, posteriormente, a chegada de Cristiano Ronaldo devolveram a esta liga muito do brilho perdido na primeira década do século atual. O Roma, a Lazio, a Fiorentina e o Nápoles contribuem para que este campeonato seja emocionante, com jogos muito disputados.

Origem das Apostas em Futebol à Volta do Mundo

O crescimento do futebol na primeira metade do século XX levou ao progressivo interesse em apostar no resultado dos jogos. Porém, antes da década de 60, e de uma forma geral, as apostas no futebol eram ilegais e marginais. A Inglaterra, pátria do futebol e país com longa tradição em apostas (em cavalos de corrida), foi dos primeiros países a avançar nesta área. Só na década de 60, as apostas no futebol chegaram a Portugal, mas de forma mais tímida que na Grã-Bretanha, com o famoso Totobola. Sem “odds”, este convidava o apostador a acertar no 1X2 de um conjunto de 13 jogos semanais pré-determinados e sob a tutela da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A Primeira Divisão era a liga dominante. O modelo sofreu poucas alterações até ao dealbar do milénio, quando a internet trouxe novas possibilidades. O desenvolvimento do software permitiu criar e gerir bases de dados com milhares de equipas e jogadores, e calcular as respetivas odds. As casas de apostas no futebol online cresceram como cogumelos em vários países e, hoje, são um dos negócios com maior crescimento na internet. Grande parte do interesse nas ligas europeias vem de apostadores da Ásia, em particular da China. Sabia?

Perguntas Frequentes

A possibilidade de ganhar dinheiro de forma continuada, de jogar contra outros jogadores e como encontrar as melhores plataformas ou as melhores odds estão entre as dúvidas mais comuns dos apostadores nacionais em futebol. Assim, elaboramos em seguida, as respostas às perguntas mais frequentes.

É possível e existem apostadores profissionais que fazem do jogo o seu único ganha-pão, a tempo inteiro! Porém, lembre-se que tal só é possível se encarar as apostas como um investimento, baseando-se em dados estatísticos, modelos matemáticos, informação detalhada e apostando com sangue-frio e sem depender da emoção do momento. Esta postura permite maximizar as hipóteses caso se aposte ocasionalmente. Se depender apenas da sorte, nada será garantido.

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A melhor casa de apostas de futebol em Portugal é a que lhe trouxer mais valor e retorno das suas apostas em cada momento! O objetivo do nosso site é dar-lhe uma resposta sempre atualizada a esta pergunta, pois as condições estão sempre a mudar. As casas de apostas online mudam continuamente as suas “odds”, lançam novas promoções…Percebe a ideia.

A única forma é verificando as “odds” de todas as plataformas de apostas de futebol e confirmar qual a mais alta. É uma tarefa potencialmente penosa – além de que para apostar deverá estar registado no maior número de casas de apostas possível. Daí que a ajuda do Wetten Portugal seja preciosa para que possa poupar tempo e começar a apostar o quanto antes.

Sim. Apostar contra outros apostadores, o chamado “betting exchange”, é uma modalidade diferente. Neste cenário, os apostadores fazem as suas apostas uns contra os outros, de uma forma similar à do mercado de ações numa Bolsa de Valores. A lei da oferta e da procura determina o valor da aposta. Neste momento nenhuma plataforma legal em Portugal oferece “betting exchange”. Mas tal poderá mudar, pois a empresa Betfair, que disponibiliza esta funcionalidade noutros países, já mostrou interesse em reentrar no mercado nacional.

Futebol responsável pelo aumento das apostas desportivas online em Portugal

Cada vez mais divulgadas em Portugal e mais populares entre diferentes gerações, as apostas desportivas online tem aumentado o seu número total.

As casas de apostas online, devidamente autorizadas a operar no nosso país, registaram 208 milhões de euros em receitas brutas desde que a primeira licença para este mercado foi emitida, em maio de 2016, até Março do corrente ano.

De acordo com o SRIJ – o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos – 82 milhões deste valor foram gerados por jogos de fortuna e azar, como as Slot Machines, o Poker, o Blackjack e outros jogos de casino. Já a maior parte das receitas, mais precisamente 125,7 milhões de euros, são de apostas desportivas. Este valor representa cerca de 60% das receitas brutas totais, e como não poderia deixar de ser, o desporto rei em Portugal – o futebol – é o maior responsável por estes números excecionais. Com base nos dados divulgados, apesar das apostas desportivas terem gerado mais receita, o volume das apostas que movimentou foi de 190 milhões de euros, já os jogos de fortuna e azar movimentaram 909 milhões.

Os jogadores registados em casas de jogos e apostas online eram 800 mil, já em 2017, ano em que este mercado gerou 122,5 milhões de euros.

A evolução continuou a ser muito positiva, tendo o último semestre registado um crescimento de aproximadamente 25% face ao trimestre anterior. Deste período, foi no segundo trimestre que as receitas do jogo online experienciaram o seu pico, o que é facilmente justificado pela entrada do novo operador de apostas online nossaaposta.pt no mercado, assim como o lançamento do Placard no online. No entanto, o principal culpado foi mesmo o Mundial de Futebol, que teve como país anfitrião a Rússia e decorreu entre junho e julho deste ano. O Mundial impulsionou assim as apostas desportivas, tendo originado um aumento de 20% no volume total. Só em junho a receita bruta relacionada com as apostas desportivas chegou a aumentar 7 milhões de euros.

No que toca às apostas desportivas, o desporto que se destaca largamente é mesmo, e sem qualquer surpresa, o futebol.

Esta modalidade desportiva representou 76,6% das apostas desportivas online à cota, segundo dados do segundo trimestre de 2018, divulgados pelo SRIJ. Ficando assim as restantes modalidades bastante aquém destes resultados, o basquetebol e o ténis apenas representaram 12,4% e 8,5% respetivamente, do total.

Esmiuçando ainda mais estes valores, e analisando-os em termos das diferentes competições de futebol, os relatórios apresentados indicam que existe uma distribuição bastante equilibrada pelas principais, onde os jogos da Primeira Liga ficam em primeiro lugar. A Liga NOS é assim responsável por 14,7% das apostas, sendo que cada jogo gera em média 32 milhões de euros. Contudo, se estivermos a falar de um dérbi entre os principais clubes na corrida pelo título, estes valores podem mesmo atingir os 100 milhões.

Fazendo um apanhado destes números conclui-se que no primeiro semestre deste ano, o jogo online conseguiu gerar cerca de 70 milhões em receita bruta. Tendo-se ainda verificado que os principais contribuintes para este crescimento foram as apostas desportivas online, impulsionadas pela competição principal do futebol mundial, e os jogos de casino online, que evoluíram graças ao aparecimento de novos jogos e novas plataformas de casino online, como a mais recente nossaaposta.pt.

Prevê-se que os números do segundo semestre deste ano sejam também promissores. Uma das maiores novidades para o final deste ano é o lançamento em breve de um novo casino online, tendo sido emitida a licença à marca Luckia, já muito popular em Espanha. Com números tão auspiciosos, os jogadores que preferem apostar online têm assim bons motivos para se alegrarem.

Etnográfica

Revista do Centro em Rede de Investigação em Antropologia

O presente artigo examina os modos pelos quais os migrantes portugueses estabelecem elos de ligação ao seu país de origem. Como é que eles reconstroem e reinventam elementos da sua “cultura de origem” (narrada) em ­Hamburgo e noutras regiões da Alemanha do Norte? Baseadas em material etnográfico e num inquérito, as conclusões sugerem que, a par do declínio das competências linguísticas e da participação nas associações portuguesas, muitos dos elementos que moldaram as representações de cultura portuguesa dos migrantes estão a perder importância, ao mesmo tempo que a importância do futebol enquanto elemento de identificação, bem de consumo e prática recreativa parece manter-se estável ou estar até a aumentar. O futebol proporciona um espaço privilegiado para performances de pertença e cultura (popular) portuguesas, constituindo ao mesmo tempo um espaço social para o convívio intercultural. O mesmo se pode dizer a propósito dos estabelecimentos gastronómicos portugueses, que favorecem o desenvolvimento do sincretismo culinário e linguístico.

The paper examines the ways in which Portuguese migrants connect to their country of origin. How do they re-construct or re-invent elements of their (narrated) “culture of origin” in ­Hamburg and in other parts of Northern Germany? Based on ethnographic material and a quantitative survey, the findings suggest that alongside the decrease in language skills and participation in Portuguese associations, many elements which had shaped migrant constructions of Portuguese culture in diasporic settings, are losing importance while football identification, consumption and leisure activity seemingly remain important or are even increasing. Football provides a privileged space for performances of Portuguese belonging and (popular) culture while at the same time being a platform for intercultural encounters. The latter also holds true for Portuguese gastronomic establishments, which give space to the development of culinary and linguistically syncretism.

Entradas no índice

  • 1 Ver. Veja-se também Klimt (2003, 2009).
  • 2 A nossa investigação na Baixa Saxónia teve como objeto famílias e associações portuguesas estabelec (. )
  • 3 O questionário foi administrado na Alemanha (nomeadamente em Hamburgo, Hanôver, ­Osnabrück e Hameln (. )

1 Os portugueses constituem uma das minorias nacionais mais duradouramente estabelecidas – se bem que não a mais visível ou numericamente significativa – na Alemanha. Apesar de uma permanência de várias décadas, que envolve reformas, filhos e netos nascidos na Alemanha, apenas uma muito reduzida percentagem de imigrantes portugueses e luso-descendentes obteve a dupla nacionalidade ou a nacionalidade alemã. 1 O mesmo se aplica aos portugueses que entrevistámos em Hamburgo e na Baixa Saxónia durante várias visitas entre novembro de 2007 e abril de 2010. Aqui, a população portuguesa, distribuída por zonas rurais, urbanas e metropolitanas, ronda os 15 mil indivíduos. 2 Projetos “míticos” (constantemente adiados) de um regresso a Portugal continuam a ser centrais nas narrativas dos mais velhos, tal como o são, entre muitos dos mais jovens, as aspirações a tentar uma carreira profissional em Portugal no futuro próximo, ou a gozar aí os anos da reforma, ainda distantes. De modo a examinarmos as expressões de pertença e ligação cultural entre os portugueses de Hamburgo, procedemos a observação participante e conversas informais, realizadas sobretudo, mas não exclusivamente, nos espaços semipúblicos (associações e clubes desportivos de emigrantes) e públicos (restaurantes, bares) onde os portugueses se congregam. Os símbolos e ícones das equipas de futebol portuguesas e da seleção nacional estavam presentes em todos estes espaços, assim como o futebol português nos ecrãs televisivos. Setenta e quatro portugueses residentes em várias localidades do Norte da ­Alemanha, incluindo Hamburgo, com idades compreendidas entre os 18 e os 76 anos, participaram num questionário que foi administrado mediante entrevistas diretas semiestruturadas, permitindo-se desse modo aos participantes escolherem e desenvolverem tópicos do seu próprio interesse. 3 Em termos globais, os nossos entrevistados revelaram uma ligação relativamente forte aos seus ambientes locais, nos quais se encontravam bem integrados, manifestando ao mesmo tempo um igualmente forte sentido de pertença nacional a Portugal.

2 Este facto assumia particular relevância quando as questões de ligação e pertença eram abordadas através da lente do futebol, nas vertentes do consumo, da prática recreativa e da identificação com o mesmo. Quanto a esta última, todos os inquiridos sem exceção declararam apoiar a seleção nacional portuguesa durante o Euro 2008, e dois terços deles acreditavam até que ­Portugal chegaria à final. Ao mesmo tempo, nove em cada dez destes dedicados adeptos referiram como “apoio secundário” uma outra seleção nacional (no caso de Portugal não conseguir chegar à final), reunindo a Alemanha a maior parte das preferências, seguida pela seleção espanhola. Uma esmagadora maioria dos nossos entrevistados de ambos os sexos (89%) era também adepta de um clube português (com o S. L. Benfica e o F. C. Porto à cabeça), com mais homens do que mulheres a referirem adicionalmente um clube desportivo ­alemão (66%). 4

3 Instituições portuguesas como a Secretaria do Estado das Comunidades ou o Instituto Camões têm exprimido preocupação relativamente a três tendências: a perda de interesse dos jovens luso-descendentes em participarem nas associações portuguesas emigrantes / locais, o decréscimo de competências linguísticas em português entre esses mesmos jovens, e o facto de 95% dos emigrantes não exercerem o seu direito de voto nos atos eleitorais. 5 Baseado nestas informações e em experiências de campo anteriores a este projeto, o nosso estudo teve início em novembro de 2007 com a seguinte hipótese: além do declínio das competências linguísticas em português e da participação em associações portuguesas, muitos dos elementos que moldavam as conceções migrantes de cultura portuguesa nos contextos diaspóricos – tais como o folclore, o fado, o catolicismo, o interesse pelo património português, etc. – estão hoje a perder importância, pelo menos entre os jovens luso-descendentes, ao passo que a identificação com o futebol português, bem como o consumo e a prática recreativa desta modalidade desportiva parecem manter-se estáveis ou estar até a ganhar maior importância. De facto, os resultados da nossa pesquisa sugerem que a identificação com o futebol português e o consumo dos respetivos eventos mediatizados proporcionam um espaço privilegiado para performances de pertença e cultura (popular) portuguesa.

4 O presente artigo examina os modos pelos quais os migrantes portugueses e os luso-descendentes estabelecem elos de ligação ao seu “país de ­origem”, focando sobretudo representações (de elementos) dessa “cultura de origem” (seja qual for o modo como esta é definida ou narrada). A nossa análise ­concentra-se nos elementos mais visíveis da vida quotidiana na diáspora ­portuguesa – nomeadamente, nas competências linguísticas em português, na gastronomia e na procura de bens culinários tipicamente portugueses, e no papel dos espaços portugueses e do futebol português. Quais as estratégias que os emigrantes desenvolvem com vista a manter – ou melhor, a reinventar – a cultura quotidiana portuguesa na sua vida diária “além-fronteiras”? De que modo tais estratégias e preferências mudam ao longo do tempo e de que modo são moldadas pelos contextos diaspóricos específicos? Como é que os emigrantes exprimem em público o seu alegado sentido de pertença a Portugal? Será que o interesse aparentemente forte pelo futebol português implica um ato deliberado de demarcação de fronteiras que assinala limites à medida em que os emigrantes procuram integrar-se no seu novo ambiente, representando assim um ato de desejada segregação (Figueroa 2003; Dyck 2007)?

Futebol e emigração portuguesa? Um olhar sobre a literatura especializada

5 Desde meados dos anos 70 até à atualidade, o corpus literário dedicado à emigração portuguesa e às respetivas comunidades diaspóricas desenvolveu-se a um ritmo impressionante, tanto em termos de publicações portuguesas como internacionais. 6 Assim como os proeminentes casos francês (Pereira 2007, 2009a, 2009b; Silva e Dos Santos 2009) e norte-americano (Moniz 1999, 2008; Leal 2009; Feldman-Bianco e Huse 1995), as comunidades luso-germânicas (Soares 2010) contam-se entre os casos bem documentados de emigração portuguesa, graças sobretudo aos estudos etnográficos longitudinais realizados por Klimt (2002, 2005), que abordou também as questões do lar e da pertença (2000, 2003, 2009), tal como Eitzinger (2010). Por outro lado, o papel do futebol entre comunidades globalmente dispersas que não portuguesas tem recebido a atenção dos estudiosos ao longo da última década (Free 1998, 2007; Burdsey 2006; Darby e Hassan 2007; Hognestad 2006, 2009; Millward 2010; veja-se ainda Tiesler, neste volume). Para o caso da emigração portuguesa, o papel desta modalidade desportiva foi apenas reconhecido e parcialmente ­estudado por Pereira (2003, 2007, 2010, 2011) para o caso francês, por Moniz (2006, 2007, 2008) para o caso da Nova Inglaterra e por Wagg (2010) para o caso inglês. Além destes contributos, podemos encontrar comentários pontuais ao tema por parte de investigadores dedicados a outros aspetos da emigração ­portuguesa – veja-se, por exemplo, Noivo (2002: 260) a propósito do Canadá e da Austrália, Melo (2009: 220) a propósito do ­contexto belga e Leal (2009: 76) sobre Massachusetts e Rhode Island. Enquanto Freud (2010) se debruçou sobre o tema da gastronomia portuguesa (sobretudo em Hamburgo), Klimt (2005) analisou o folclore português enquanto performance de “portugalidade” (igualmente em Hamburgo). O futebol, que representa talvez o mais visível elemento da cultura popular portuguesa, não foi ainda estudado no contexto alemão, onde, por outro lado, a sua importância para outras minorias étnicas e o envolvimento destas na prática de futebol amador se encontram bem documentados (veja-se, por exemplo, Blecking e Dembowski 2010).

O duplo imperativo: a ligação duradoura a Portugal e o ser-se um bom imigrante na Alemanha

6 Os principais temas de pesquisa aqui abordados são centrais aos estudos da migração, um campo que, nesta era de globalização e migração internacional, abrange quase todas as disciplinas das ciências sociais e não só. Se, por um lado, os investigadores estão interessados em compreender, por exemplo, as narrativas e ações dos migrantes que assinalam processos de mudança cultural, por outro, a natureza de tais conexões à (antiga) “pátria” reveste-se de particular interesse para os governos dos países envolvidos. Os governos dos países de acolhimento, pelo menos na Europa, esperam muitas vezes que os imigrantes abram mão de determinados hábitos e lealdades importados, ou que regressem prontamente ao seu país de origem quando o seu contributo para a força de trabalho já não é necessário, ou ambas as coisas. Os governos dos países emissores têm um grande interesse em preservar os elos de compromisso, ligação e lealdade dos emigrantes à pátria e ao lar, já que isto garante um fluxo contínuo de remessas e investimentos económicos.

Políticas e discursos portugueses sobre a emigração

7 Além da bagagem parcialmente materializada, parcialmente memorizada de bens e emoções, os emigrantes portugueses transportam o peso daquilo a que Lubkemann (2002: 191 e segs.) chamou o emigrant script na sua análise de uma economia moral do discurso popular português sobre a migração. Para ­Lubkemann, assim como para Graham (1990), as obrigações morais que constituem o emigrant script têm as suas raízes no período entre o pós-II Guerra Mundial e meados da década de 1990, quando “as remessas tinham um papel extremamente importante nas economias rurais locais portuguesas” (­Lubkemann 2002: 192). Como observou Brettell (1986), a emigração constituiu uma estratégia de melhoramento e reprodução da vida camponesa no Portugal rural, mais do que um abandono definitivo da sociedade portuguesa. A emigração não só atendia às necessidades das economias rurais locais de Portugal como tinha introduzido no discurso público uma “economia moral” de um sentido socialmente construído e sancionado de “dever”:

“Este script propunha um migrante cuja lealdade à pátria e ao lar era continuamente manifestada em palavras e atos, e que não perdia nem desejava perder a ligação a Portugal e às suas raízes profundas nesse país” (­Lubkemann 2002: 193).

8 Nas suas análises do papel das associações de migrantes nos processos contínuos das conceções da nação portuguesa, Daniel Melo e Eduardo ­Caetano da Silva apontam o interesse do Estado. A “comunidade portuguesa” ­globalmente dispersa era chamada a representar o país, promovendo a língua e as características de uma cultura nacional, a qual, se bem que difícil de definir, o Estado procurava preservar e reproduzir (Melo e Silva 2009: 40-41). As palavras do presidente da República portuguesa, Cavaco Silva, durante uma visita a Moçambique em 2008 (citadas por Domingos no presente volume), exemplificam o tom geral dos discursos dirigidos por representantes do Estado a emigrantes portugueses. Tais discursos defendem, nomeadamente, que estas comunidades constituem “verdadeiros embaixadores de Portugal e primeiro garante da defesa e afirmação da cultura lusa além-fronteiras”. 7

Outra razão para permanecer português: as políticas de cidadania da Alemanha

9 O processo de reconhecimento político para se ser ipso facto e ipso jure um país de imigração só recentemente teve início. Na Alemanha, as políticas de cidadania continuam a basear-se essencialmente no jus sanguinis , pelo que o direito adquirido por nascimento é baseado na ascendência. Até à década de 1990, as políticas de imigração da Alemanha foram dominadas por discussões sobre o regresso ou a integração meramente temporária dos imigrantes. Os novos influxos migratórios de cidadãos dos estados da Europa de Leste, de alemães do Leste e dos chamados Aussiedler 8 após a reunificação da Alemanha, e os consequentes ataques xenófobos (de neonazis contra grupos migrantes estabelecidos), conduziram na época a uma revisão das políticas de imigração, amplamente debatida nas esferas públicas e políticas. Em 1998, a “questão dos estrangeiros” foi inserida no contexto dos assuntos de política interna, ao invés de continuar a estar “escondida” no departamento dos negócios estrangeiros (Schmidt-Ficke 2006: 247-251). Em 2000, sob a governação da social-democracia (SPD) e do Partido dos Verdes (Die Gruenen), a jurisdição sobre a cidadania introduziu elementos de jus soli, pelo que o território da nação passou a ser crucial para o direito adquirido por nascimento. Este facto, juntamente com a redução dos requisitos para a naturalização, permitiu aos descendentes dos imigrantes, pela primeira vez na história da imigração na Alemanha, obterem a dupla nacionalidade. Mais recentemente, em 2007, graças a novas mudanças nas políticas de cidadania, os estrangeiros de longa permanência e seus descendentes passaram a poder juntar à sua própria nacionalidade a nacionalidade alemã, desde que sejam oriundos de um país da União Europeia (UE). Estranhamente, esta informação ainda não foi amplamente divulgada ou discutida, nem em debates políticos nem nas esferas públicas ou académicas, e está apenas disponível no website do Departamento Alemão para os Refugiados e a Migração.

O contexto mais amplo: a imigração portuguesa para a Alemanha

10 Em retrospetiva, a imigração portuguesa para a Alemanha pode ser grosso modo dividida em quatro fases: os anos de chegada (1964-1974), o período dos primeiros regressos (1973-1986), as fases dos impactes resultantes dos pontos de viragem históricos do acesso de Portugal à União Europeia e da reunificação da Alemanha (1986-1996), e os anos de 1996 ao presente, em que podem ser observadas algumas mudanças nas estruturas do emprego.

11 Relativamente aos trabalhadores portugueses, a Alemanha e Portugal assinaram em 17 de maio de 1964 um acordo de recrutamento de trabalhadores braçais. Até 1974, cerca de 120 mil portugueses emigraram para a Alemanha, representando 3,4% da população estrangeira total neste país (­Zimmermann et al. 1998: 7). A maioria desses emigrantes conseguiu emprego não especializado – por exemplo, em fábricas do setor da indústria automóvel, como a ­Carman, em Osnabrück, na indústria pesqueira de Hamburgo, na indústria pesada da região do Ruhr (distritos de Dortmund, Gelsenkirchen, Bochum, etc.) – ou obteve trabalho temporário nos setores da saúde e dos serviços, como por exemplo em hospitais e hotéis (EPA 2004: 32).

12 Na Alemanha, a procura de mão de obra estrangeira foi extremamente ­elevada durante os “anos dourados” (Wirtschaftswunder) da década de 1960. No seguimento da crise do petróleo de 1973, o governo alemão travou a imigração e, até 1983, adotou uma política de promoção e encorajamento do regresso. Devido à crescente xenofobia e ao aumento da taxa de desemprego entre os trabalhadores estrangeiros, o governo da Alemanha aprovou, em outubro de 1983, uma lei para o financiamento do regresso voluntário dos trabalhadores estrangeiros aos seus países de origem. Os trabalhadores estrangeiros legalmente recrutados e residentes no país receberam individualmente um reembolso de 10.500 marcos – aproximadamente o montante que tinham pago à segurança social alemã (ao fundo de reformas). Este programa era apenas válido para os estrangeiros que deixassem a Alemanha antes de 30 de junho de 1984. De acordo com Zimmermann et al. (1998: 1-7), 20 mil trabalhadores portugueses aderiram ao programa. No total, a população portuguesa na ­Alemanha decresceu para 69 mil até 1987.

13 Após a adesão de Portugal à UE, verificou-se um aumento líquido da imigração portuguesa a partir de 1993. Entre 1992 e 1995, o influxo de emigrantes portugueses aumentou para 27 mil indivíduos, mas apenas 5 mil trabalhavam para empresas alemãs. O facto prende-se com a restrição dos chamados Werksarbeitverträge (contratos de trabalho temporários). Os imigrantes trabalhavam na Alemanha, mas tinham sido formalmente contratados por empresas portuguesas, pelo que não integravam as estatísticas oficiais alemãs nem tinham acesso ao sistema alemão de saúde e de segurança social. Este novo tipo de migrantes trabalhava sobretudo no setor da construção civil. Pouco se escreveu sobre estes emigrantes, mas crê-se que recebiam muito menos do que os seus congéneres alemães e que muitos deles trabalhavam em condições muito duras, vivendo em contentores sem quaisquer direitos laborais. Assim, em 1996 o governo alemão aprovou uma lei com vista a obrigar essas empresas a pagarem salários alemães e a facultarem aos trabalhadores segurança social, seguro de saúde e direitos laborais (Zimmermann et al. 1998: 7-15).

14 Entre 1996 e 2000, a população portuguesa na Alemanha aumentou para 2,4% da população estrangeira total. Entre 1986 e 2000, cerca de 46 mil portugueses imigraram para a Alemanha, onde estabeleceram residência permanente. Entre estes novos emigrantes verifica-se uma mudança ao nível da estrutura de emprego: enquanto os primeiros emigrantes portugueses eram trabalhadores braçais, os portugueses da nova vaga obtiveram emprego no setor dos serviços: empresas de catering , hotéis, lojas, supermercados, etc. Observou-se também que muitos deles assinavam contratos temporários de apenas alguns meses. Um outro grupo de emigrantes portugueses é constituído por jovens que ­deixam Portugal por razões educacionais (para estudar, fazer estágio, trabalhar em multinacionais, etc.). Não obstante, desde 2000 o influxo de portugueses é inferior a 5 mil por ano (BMF 2008: 12). Em 2008, os portugueses com residência permanente na Alemanha eram 114.451, representando 1,5% da população estrangeira total.

15 As mudanças na paisagem política e geográfica da Alemanha, assim como a adesão de Portugal à UE, conduziram a uma alteração significativa ao nível da autoperceção dos migrantes portugueses. De facto, os novos influxos de imigrantes oriundos dos países da Europa de Leste, de alemães de Leste e dos ditos Aussiedler levaram a um reposicionamento e alteraram a autoperceção dos imigrantes portugueses enquanto comunidade estabelecida na Alemanha há várias décadas. Anteriormente percecionados pela sociedade de acolhimento alemã como estrangeiros e “trabalhadores convidados” (guest workers) – uma identidade que eles próprios assumiam –, os imigrantes portugueses passaram a ser vistos como europeus, graças a um novo contexto político que permitiu essa redefinição de estatuto (Klimt 2009: 237-240).

16 Por um lado, não obstante o facto de representarem uma minoria entre a população estrangeira total, os portugueses constituem uma das mais antigas minorias nacionais a residir na Alemanha. Cerca de 37.500 portugueses (41% do total da população portuguesa na Alemanha) viveram mais de trinta anos nesse país, e uma grande parte deste grupo alcançou já a idade da reforma e tenta realizar o velho sonho de passar uma grande parte do tempo em ­Portugal. Por outro lado, cerca de 30 mil dos portugueses atualmente a residir na ­Alemanha estabeleceram-se neste país há apenas dez ou vinte anos, refletindo o influxo da segunda vaga de imigrantes, posterior à adesão de ­Portugal à UE. À semelhança de outros antigos “trabalhadores convidados”, como os italianos, os turcos e os gregos, os portugueses constituem, pois, um grupo socialmente estabelecido de permanência de longa duração na Alemanha.

Sobre métodos e perspetivas, género e posicionalidade

17 As políticas de imigração alemãs foram condicionadas por fatores económicos e políticos que promoveram o descuramento das responsabilidades associadas a um “país de imigração” oficial, diferindo assim das políticas implementadas nos contextos francês, canadiano e norte-americano (Brettell 2003). Como ­Brettell e Sargent (2005: 3) fizeram notar, os migrantes transportam, no contexto dos discursos públicos, diferentes rótulos – legal, ilegal, refugiado, estrangeiro, cidadão ou não cidadão da UE, trabalhador convidado, estudante estrangeiro – e lidam com um certo estatuto “minoritário” que obedece a uma classificação de caráter racial, nacional, político, social, étnico, religioso, linguístico, geracional e de género: “Os migrantes ocupam múltiplas posições subjetivas, algumas das quais definidas pelos próprios e outras definidas por terceiros” (Bretell e Sargent 2005: 2). Aquilo que é frequentemente descurado nos estudos sobre migrantes que se concentram sobretudo no seu estatuto legal, na mobilidade migratória e no trabalho é uma importante dimensão das suas vidas – nomeadamente, as atividades de lazer. Estas tornaram-se um domínio de “trabalho identitário intensivo” (Rojek 2010). O lazer (por exemplo, as viagens de férias, a gastronomia e outras formas de consumo, os hobbies , a convivialidade, etc.) é essencial aos modos como os migrantes dão sentido aos seus mundos em mudança. E é também, potencialmente, a esfera na qual os migrantes desenvolvem um sentido de controlo sobre as suas vidas, sobretudo em períodos em que têm muito menos controlo sobre o seu próprio trabalho.

18 Para além de um estatuto legal factual, das condições económicas e das oportunidades de mobilidade social que moldam de modo decisivo as experiências migratórias, as atividades de lazer dos migrantes proporcionam uma lente muito útil para a análise dos processos de adaptação a um novo ambiente social e cultural, um processo que envolve diversos aspetos do decurso da vida. Entre estes aspetos contam-se as questões de pertença e a busca de autodefinições e de perceções exteriores que emergem para indivíduos e até para ­comunidades imigrantes há muito estabelecidas. Como resumiram Klimt e Lubkemann (2002a: 150), “as narrativas de pertença são construídas de acordo com a lógica de cada lugar específico”. Esta lógica não só varia de lugar para lugar, como é também dinâmica, evoluindo ao longo do tempo e de geração para geração. Eis a razão pela qual integrámos o nosso estudo de caso sobre os portugueses de Hamburgo numa investigação mais ampla realizada em três outros contextos alemães, de modo a poderemos compreender melhor as expressões e performances de “portugalidade” entre os indivíduos de duas gerações distintas (os emigrantes de primeira geração e os luso-descendentes).

19 Metodologicamente, não estávamos interessadas em encenar discussões artificiais sobre as questões de “pertença”, nem em solicitar explicitamente declarações sobre autoperceções e, consequentemente, encorajar afirmações (muitas vezes defensivas ou perpetuadoras) de discursos identitários normativos e ideologias hegemónicas de filiação nacional. Em vez disso, e uma vez que o tópico de pesquisa (do projeto de equipa Diasbola) focava especificamente o futebol, a nossa intenção inicial era a de participar na convivialidade dos portugueses em espaços semipúblicos e públicos e dialogar com eles a propósito do futebol. Porém, tal projeto também não funcionou, devido a questões de género e de posicionalidade.

20 Em termos de consumo, enquanto atividade recreativa (desporto ativo), bem como plataforma de contacto e código de comunicação, o futebol (­português) alcançou um estatuto proeminente nas opções de lazer e ­respetivas redes sociais de migrantes do sexo masculino da classe trabalhadora. O facto tem, como efeito secundário, um impacte sobre a gestão do tempo e das atividades de lazer das mulheres, que sistematicamente aproveitam a ausência dos homens para realizarem tarefas domésticas em condições mais favoráveis (“geralmente os homens só atrapalham”), para se reunirem entre elas (“é nessas alturas que as minhas amigas me visitam”), ou para assistirem aos seus programas de televi­são preferidos (que frequentemente diferem das escolhas masculinas). Esta posição proeminente do futebol resulta em parte do estatuto sociocultural desse desporto em Portugal e das narrativas culturais sobre o mesmo (Coelho 2001; ­Tiesler e Coelho 2008; Neves e Domingos 2004; Tiesler e Domingos 2012), mas também do reconhecimento – aparentemente muito generalizado – das qualidades e do poder de atração do futebol português entre os alemães e da recente mudança na perceção do futebol, agora reconhecido como um bem cultural por todas as classes da sociedade alemã (Blecking e Dembowski 2010; Crolley, Hand e Jeutter 2000). Falando em termos gerais, nestes tempos de acesso constante à informação e aos meios de comunicação de massas, o futebol, na sua qualidade de entidade global, institucionalizada e ­financeiramente estruturada, emerge como um campo social de acesso democrático. Independentemente do seu estatuto social, político, nacional ou religioso, as pessoas podem participar no futebol enquanto atividade recreativa, bem como no consumo e conhecimento da modalidade – algo que também se verifica nos contextos migratórios, tanto para os autóctones como para as comunidades imigrantes, ainda que se observem diferenças ao nível dos géneros. Ainda que o desporto em geral, e o futebol em particular, pareçam ser “globais”, os homens e as mulheres de diferentes classes e culturas (ainda) não vivem da mesma forma as suas normas e práticas. Dada a naturalização do futebol como um território masculino, outros corpos que sejam classificados como femininos continuam a lutar contra a exclusão (Shehu 2010: ix), tanto no que diz respeito à prática da modalidade (para a questão do futebol feminino, veja-se Scraton et al. 1999; Pfister et al. 2002), como no que concerne à relação de adepto ( fandom ), ao discurso quotidiano e ao consumo desse desporto (Woodhouse 1991; Haynes 1993; Hognestad 2006; para o caso específico de Portugal, ver Brasão 2004 e, em parte, Marivoet 1999).

21 Relativamente ao nosso contexto e à nossa experiência de pesquisa, tornou-se evidente que as mulheres interessadas pelo futebol continuam a lutar por aceitação no âmbito do discurso quotidiano sobre essa modalidade desportiva – as célebres “conversas de peritos”, que são dominadas pelos homens. Os conhecimentos das mulheres nesta área são em grande medida alvo de desconfiança e, mesmo quando comprovados, não garantem o direito a uma participação igualitária nas conversas sobre o tema. Quanto a este aspeto, o contexto das comunidades portuguesas na Alemanha não constitui exceção. As duas investigadoras viram-se com frequência confrontadas com atitudes de desconfiança, e observaram reações de estranheza e desconforto por parte dos homens portugueses ao tentarem encetar uma conversa sobre questões relacionadas com o futebol. 9 Estas dificuldades eram tanto menos acentuadas quanto mais jovens e instruídos eram os entrevistados. Além dos fatores da idade e do nível de escolaridade, tal “acesso” dependia também, naturalmente, do contexto: a posição de um investigador do sexo feminino num grupo predominantemente masculino implica dificuldades à partida, independentemente do campo de pesquisa em questão; porém, acreditamos que as dificuldades se agravam quando se trata de um campo que, para um número significativo de homens, continua a ser uma arena para performances de masculinidade (Kreisky e Spitaler 2006). No nosso caso particular, a abordagem dos entrevistados do sexo masculino revelou-se mais fácil quando o contexto de contacto era ­sexualmente misto, e / ou quando o grupo de homens entrevistados não excedia os três elementos. Se, na sua maioria, os homens portugueses davam mostras de desconfiança ou de divertimento ao serem convidados por uma mulher a falarem de futebol e das suas experiências nessa área, por outro lado, mostravam-se tanto mais abertos quanto menos conhecimento do assunto revelávamos nós. Ou seja, quanto menos “desafiávamos” os seus conhecimentos e quanto mais mostrávamos aceitar a nossa posição de estrangeiras subalternas qua género nesse campo particular, mais eles se prontificavam a entrar em diálogo connosco.

22 Tais problemas de posicionalidade levaram-nos a rever a nossa metodologia, e acabámos por pôr de lado a ideia de realizarmos pesquisa em espaços públicos e semipúblicos portugueses (tais como bares, restaurantes e associações) onde o número de homens era superior ao das mulheres. Assim, reiniciámos a investigação em contextos familiares e com participantes maioritariamente do sexo feminino, até começarmos a ser convidadas a participar em reuniões mais públicas por membros de ambos os sexos. Além disso, pusemos temporariamente de lado o nosso tema de pesquisa e encetámos conversas sobre tudo menos futebol – o trabalho ou os estudos, a história migratória da família, os pais e os filhos, o consumo de bens portugueses, os meios de comunicação, as atividades de lazer, etc. Deste modo, foram os próprios entrevistados a introduzir nas conversas o tópico do futebol, referindo, por exemplo, as suas interações com os colegas de trabalho (com quem falam de futebol e das suas celebridades – atualmente, quase só Cristiano Ronaldo – e com quem partilham o futebol como atividade recreativa), os seus esforços para assistirem a um jogo num estádio português durante as visitas a Portugal, as relações entre pais e filhos, as dificuldades de comprar jornais portugueses (sendo o mais desejado A Bola , o mais importante dos três diários desportivos portugueses) e os elevados custos dos pacotes de televisão por satélite que incluem canais portugueses e lhes permitiriam assistir aos jogos em casa, em vez de terem de se dirigir a um restaurante, a um bar, a um clube desportivo ou associação para esse efeito.

Hamburgo, a área metropolitana: o fim das associações e os visionamentos públicos

23 Hamburgo foi escolhida como campo de investigação por ser a cidade (e o estado federal) que regista a mais elevada densidade populacional portuguesa no Norte da Alemanha. Com 7930 membros recenseados, a comunidade portuguesa é de dimensão mais ou menos similar à polaca, sendo constituída, na sua grande maioria, por “trabalhadores convidados” e seus descendentes. 10 Atendendo a uma tal concentração de imigrantes portugueses numa cidade, seria de esperar a existência de diversas estruturas organizacionais e associações portuguesas ou, pelo menos, de uma elevada visibilidade da comunidade portuguesa. Assim, torna-se ainda mais surpreendente o facto de o último centro português de Hamburgo ter fechado definitivamente as portas em 2006, após mais de trinta anos de existência, por razões de ordem financeira, organizacional e pessoal. Durante a década de 1980, o número de associados do centro chegou a ultrapassar os seis mil.

24 Manuel da Silva é vice-cônsul em Osnabrück, o gabinete consular que constitui o ponto de referência administrativo para 10 mil portugueses. O vicecônsul assistiu ao fim de muitas associações portuguesas desde a viragem do milénio. As razões são diversas e vão desde a má gestão até à falta de membros e à ausência de recursos financeiros e de pessoal. Silva declarou numa entrevista em agosto de 2008:

“Suponho que os portugueses que atualmente se encontram no grupo etário dos 35-50 anos simplesmente não querem passar os seus tempos livres a trabalhar voluntariamente nesse tipo de associações. As associações estão a perder cada vez mais a sua importância inicial, deixando de ser um ponto de referência para os emigrantes portugueses. No passado, as associações eram locais onde os portugueses se reuniam para conversarem sobre os problemas que tinham com a burocracia alemã, jogar cartas ou assistir a jogos de futebol. Porém, quanto mais estabeleciam as suas vidas na Alemanha e eram adotados pela sociedade alemã, mais essas associações perdiam a sua razão de ser”.

25 No verão de 2008, apenas os seguintes clubes e “pontos de encontro” portugueses permaneciam ativos: a Casa do Benfica, a Casa do Sporting, a Casa do Porto e dois grupos (os chamados “ranchos”) folclóricos rivais, que, embora sejam associações legalmente constituídas, parecem ser mais fechados a não membros, à exceção das suas atuações em determinadas festas como o chamado “baile português” , aberto a toda a comunidade portuguesa. Além disto, a instituição católica Cáritas promove festas de imigrantes portugueses durante feriados religiosos como a Páscoa, o Pentecostes e o Natal. Se, no passado, a participação em eventos religiosos funcionava também como um meio de implementação dos laços comunitários, especialmente em relação ao culto de santos portugueses, atualmente já não tem um impacte significativo entre os membros mais jovens da comunidade portuguesa. Como afirmou uma mulher de 25 anos, empregada num supermercado português:

“P: Os portugueses daqui assistem à missa, quando a Cáritas cede as suas instalações?

R: [longa pausa] Para falar com franqueza, não sei… Antigamente as igrejas estavam cheias quando os portugueses celebravam a missa, ainda me lembro disso dos meus tempos de criança, ou quando fazíamos grandes procissões em redor da igreja, em maio [culto de Nossa Senhora de Fátima]. Mas aqui há tempos, quando fui à igreja com a minha mãe depois de alguns anos sem lá ir… já não sei se era Natal ou Páscoa ou outra coisa qualquer… [pausa]… Bem, enfim, fiquei chocada: éramos só umas 50 ou 60 pessoas. Muitos dos da minha idade não estavam. Eram quase só velhotas e alguns homens”.

26 Assim, um dos principais elos culturais da vida diaspórica portuguesa parece ter desaparecido e sido substituído por outras formas de socialização e outros padrões de convivialidade. A observada predominância de mulheres na igreja contrasta com a presença maioritária de homens nas associações portuguesas. Além disso, a associação desportiva Casa do Sporting, um clube de futebol de considerável renome no distrito de Hammerbrock, em Hamburgo, é principalmente frequentada por homens. O clube é um ponto de encontro para homens portugueses e de outras nacionalidades, organizando treinos e jogos de futebol contra equipas rivais da mesma localidade. Quando o visitámos, apenas homens frequentavam as sessões de treino enquanto jogadores e espetadores, à exceção das namoradas de alguns dos jogadores, que chegaram mais tarde. Quando há falta de jogadores para um jogo importante, as diferentes equipas de futebol do clube podem integrar jogadores de outras nacionalidades, como afrodescendentes, brasileiros, turcos, gregos, alemães ou espanhóis. É igualmente muito comum os portugueses serem convidados a jogar noutros clubes. Consequentemente, se bem que a aparência exterior de tais eventos possa reter algumas características portuguesas – devido aos produtos portugueses vendidos durante um jogo de futebol real ou mediatizado e à omnipresença da televisão portuguesa –, a atmosfera torna-se marcadamente internacional. Outro aspeto importante é o da predominância linguística: embora o clube tente manter as suas raízes nacionais, a língua franca é geralmente o alemão, sobretudo quando o número de não portugueses é muito elevado. Nos anos mais recentes, começou a verificar-se uma abertura do clube a outros tipos de eventos culturais, tais como as Festas de Cabo Verde, ou as festas de Danças Latinas Modernas.

27 Em Hamburgo e nos restantes contextos do Norte da Alemanha, 89% dos entrevistados declararam-se adeptos do futebol português. Participar ­ativamente numa equipa ou num clube português local como a Casa do ­Sporting é uma “escolha” que não reflete necessariamente uma ligação ao ­respetivo clube ­português da primeira divisão: o Benfica e o Porto são apontados como os ­clubes portugueses preferidos, com 32% de adeptos, seguidos pelo Sporting, com 26%. Os jogadores amadores que entrevistámos eram maioritariamente adeptos do Sporting, mas entre eles havia também apoiantes do Porto e do Benfica. E este facto não parecia ser considerado contraditório, nomeadamente por um dos jogadores, de 25 anos:

“P: É permitido ser-se de um outro clube que não o Sporting?

R: Claro… Jogar futebol e apoiar uma equipa são coisas completamente diferentes! Não, o pessoal do Sporting é porreiro, e desde que eu jogue bem, posso apoiar quem eu quiser. Bem, mas eu também gosto do Sporting. Mas ninguém liga muito a isso, alguns dos meus colegas de equipa são mais adeptos do S. V. Hamburg do que do Sporting português. Eu acho que às vezes… eles até sofrem mais quando o Hamburg perde!”

28 O sentimento de pertença local (também observado por Klimt 2009: 264267) refletia-se na distribuição não portuguesa dos clubes de futebol preferidos: S. V. Hamburg com 16% de adeptos, e St. Pauli com 13%. O mesmo se verifica noutras regiões do Norte da Alemanha, onde os portugueses manifestam preferências similares (“apoio secundário”) pelos clubes de futebol locais.

Cozinha e gastronomia

29 Pondo de lado a fraca estrutura organizacional da comunidade portuguesa em Hamburgo, podemos afirmar que a visibilidade dos portugueses é mais elevada no Norte da Alemanha devido à forte presença da gastronomia portuguesa. Como fez notar o jornalista Nick Czaja, 11 a cultura portuguesa do café, sobretudo sob a forma do “galão” – o equivalente português ao italiano latte macchiato –, é cada vez mais dominante. A “zona portuguesa” junto a Landungsbrücken, uma área facilmente acessível e de ambiente vagamente turístico, é um bom exemplo da visibilidade portuguesa entre a variada topografia das minorias de Hamburgo. Estes cafés e restaurantes portugueses não são necessariamente, nem sequer maioritariamente, frequentados apenas por imigrantes portugueses e seus descendentes. Ao longo das últimas décadas, a indústria hoteleira e da restauração parece ter-se tornado o setor mais procurado pelos antigos “trabalhadores convidados” ou outros imigrantes que desejam estabelecer-se por conta própria e alcançar autonomia profissional. 12 Os portugueses têm obtido também um considerável sucesso no setor da venda a retalho. Existem muitas lojas portuguesas em Hamburgo, as quais vendem também produtos oriundos de Espanha, uma vez que os espanhóis constituem uma minoria muito mais reduzida – não em termos gastronómicos, mas simplesmente numéricos (em Hanôver verifica-se o fenómeno inverso). Mas não se observa uma coincidência geográfica entre os estabelecimentos gastronómicos portugueses e estruturas como os clubes de futebol portugueses ou outros tipos de associações (Freud 2010: 133-136). Pelo contrário: ainda que os portugueses se congreguem aqui, a maioria dos clientes destes espaços portugueses são alemães. Porém, a comida propriamente dita apresenta-se como tradicionalmente portuguesa, e os empregados são, na sua maioria, portugueses. Segue-se um excerto de uma entrevista com “R”, uma empregada de mesa de 37 anos:

R: Toda a gente, as pessoas que têm fome [risos]… Estes restaurantes são frequentados por toda a gente; não é um espaço só para portugueses, se é isso que quer dizer. Para isso havia as associações portuguesas até há pouco tempo. Mas desde que a última delas fechou, reparei que o número de portugueses que vêm aqui aumentou, principalmente quando há um jogo de futebol importante, os restaurantes ficam todos muito cheios… Nessas alturas, diversos grupos de pessoas juntam-se, comem, bebem e veem o jogo de futebol. Bom, de certa forma é um ponto de encontro para os portugueses, mas não… exclusivamente, compreende? Há ainda muitos portugueses que gostam de preparar os seus pratos preferidos em casa à maneira deles e que se queixam dos modos de preparação do nosso restaurante. Mas nós cozinhamos tal como nos ensinaram, como eu costumo dizer… Muitas pessoas de diferentes nacionalidades comem aqui e a grande maioria são alemães e nunca se queixam. Gostam da nossa comida. É boa, saudável e diferente da comida italiana, espanhola ou turca. E continua a ser mais barato do que irem a um restaurante tradicional alemão!”

30 Este depoimento enfatiza o facto de que os restaurantes não são pontos de reunião exclusivos dos portugueses – porém, a situação altera-se quando um evento futebolístico é transmitido pela televisão. Uma vez que as tradicionais associações deixaram de existir, os ambientes gastronómicos passaram a ser ­usados como espaços alternativos para o visionamento de eventos desportivos, na companhia de outras pessoas que partilham o mesmo interesse pelo futebol. O excerto da entrevista mostra também que, de algum modo, a exclusividade dos espaços portugueses desapareceu. Estes estabelecimentos de restauração não foram predominantemente criados para satisfazer as necessidades da comunidade portuguesa, mas atraem também outra clientela, a maioria da qual de nacionalidade alemã. A questão da autenticidade, que é abordada com particular destaque no trabalho de Klimt sobre as performances de “portugalidade” através dos grupos de dança folclórica, torna-se aqui igualmente evidente nos aspetos culinários – no modo como é recordada uma refeição tradicional ­portuguesa. 13 Em Portugal, como em toda a parte, a paisagem culinária das especialidades varia amplamente de região para região, uma diversidade que se reflete nos espaços diaspóricos de acordo com as regiões de origem das comunidades imigrantes. As reclamações dos clientes portugueses são uma indicação de que, em muitos casos, as refeições servidas nos restaurantes portugueses de Hamburgo não coincidem com as suas próprias ideias de autenticidade, ou daquilo que eles creem ser típico ou tradicional.

31 Em comparação com a presença gastronómica de outras minorias, os restaurantes portugueses estão menos bem representados. Freud (2010) explica este facto referindo a reação tardia dos portugueses à procura alemã, mas também a difícil comercialização da cozinha portuguesa: ao contrário do que se verifica com a comida turca, asiática ou italiana, a gastronomia portuguesa não parece prestar-se a um menu de fast-food a preços razoáveis. A cozinha portuguesa não possui uma imagem única (estandardizada) nem estratégias de marketing na sociedade alemã – de facto, muitos turistas alemães entram em contacto com especialidades gastronómicas portuguesas durante, por exemplo, as suas férias no Algarve, mas aqui a comida obedece mais aos preceitos da cozinha internacional e ao gosto dos turistas, e raramente inclui pratos típicos portugueses. Além disso, a comida portuguesa é rica em especialidades de peixe e marisco que são inerentemente caras e muitas vezes desconhecidas na sociedade de acolhimento alemã; o mesmo se pode dizer a propósito de uma grande variedade de bebidas alcoólicas. 14 Freud refere também a decoração frequentemente pobre de algumas “tascas” e restaurantes portugueses, onde as luzes fluorescentes e as televisões barulhentas compõem um ambiente considerado pouco acolhedor pelos clientes não portugueses (Freud 2010: 142-149).

O futebol serve fins económicos

32 Durante o megaevento da final do Euro 2008, as bandeiras portuguesas que decoravam os tejadilhos dos automóveis e os telhados e janelas das casas indicavam que Hamburgo era um bastião de adeptos de futebol portugueses. Para estes e outros adeptos da modalidade, os restaurantes, tascas e bares de Schanzenviertel e da zona em redor de Landungsbrücken constituíam pontos de encontro muito concorridos: além de bem equipados em termos de meios de transmissão, esses locais ofereciam comida, bebidas, instalações e espaço suficientes para adeptos de todo o mundo. A presença dos portugueses era evidenciada pelos produtos gastronómicos disponíveis e pelo enorme número de adeptos que envergavam as cores nacionais – vermelho e verde. As experiências muito positivas para os estabelecimentos portugueses que ­promoveram o visionamento público de (mega)eventos futebolísticos durante o campeonato mundial da FIFA de 2006 deram origem a uma nova ideia de marketing. De acordo com José Mendes, coordenador da Lusonetwork, Marketing & Communication de Hamburgo:

“Desde o Euro 2004 que os alemães veem o futebol como ‘uma coisa portuguesa’, algo em que os portugueses são realmente bons. Os visionamentos públicos de jogos internacionais em espaços portugueses são vistos como uma garantia de uma atmosfera acolhedora”.

33 Juntamente com o papel dos clubes desportivos (de futebol) portugueses na esfera das atividades de lazer dos emigrantes, a presença e o consumo de futebol mediatizado em espaços portugueses e a organização de jogos entre equipas de crianças e adultos (“encontros internacionais” em que os alemães defrontam uma seleção dos melhores jogadores portugueses dos diferentes clubes de Hamburgo) por ocasião de festividades anuais como o Dia de ­Portugal, estas sessões de visionamento público garantem lucros acrescidos aos estabelecimentos portugueses e funcionam como um signifyer de etnicidade portuguesa. Na primavera de 2009, diversos clubes de futebol começaram a lançar as bases de uma organização de cúpula chamada União Portuguesa de ­Hamburgo, com vista a organizar e coordenar todos os tipos de atividades e eventos relacionados com o futebol, incluindo aqueles que têm fins económicos. O futebol tornou-se um elemento importante para estratégias de marketing como as desenvolvidas pela Lusonetwork, que visa desenvolver uma marca específica de serviços e produtos culturais portugueses capazes de atrair uma clientela não portuguesa.

O caráter internacional do futebol português e a natureza sincrética dos hábitos culinários

34 De que modo se ligam a Portugal os emigrantes portugueses e os luso-descendentes? Quais os principais espaços sociais para a interação cultural coletiva com a sociedade de acolhimento em termos de atividades de lazer? Será que a importância do futebol e da gastronomia portugueses entre estas famílias e comunidades implica a sua “segregação” e uma mera reprodução de hábitos culturais (populares) importados?

35 Dois elementos da cultura (popular) portuguesa se têm revelado particular­mente importantes: a gastronomia e o futebol. Perguntámos aos entrevistados a frequência com que preparam e consomem pratos por eles considerados “tradicionalmente portugueses”. Nos quatro locais da nossa pesquisa na ­Alemanha, 27% dos inquiridos responderam “frequentemente”, 24% “esporadicamente”, 26% “geralmente” e 19% “sempre” no que concerne ao seu consumo de comida portuguesa. Para os luso-descendentes, os pais e outros membros da família constituem importantes fontes de comida tradicional portuguesa. Observámos também a crescente incorporação de elementos alemães nos hábitos de alimentação e consumo dos portugueses – por exemplo, a cerveja alemã e determinados pratos.

36 Acima de tudo, e tal como se verifica noutras regiões do Norte da ­Alemanha, os emigrantes portugueses e os luso-descendentes de Hamburgo estabelecem elos de ligação à “pátria” de um modo multiestruturado através das visitas a Portugal durante as férias, do consumo e prática de futebol, da gastronomia, dos meios de comunicação, das formas associativas e, para os mais jovens, das comunidades virtuais da Internet. A manutenção de contactos com familiares e amigos em Portugal, o interesse pela informação fornecida pelos meios de comunicação e os programas noticiosos portugueses, o uso da língua portuguesa, bem como a valorização e o consumo de comida portuguesa são aspetos comuns entre os migrantes portugueses, tal como, em termos gerais, entre as comunidades migrantes de outras nacionalidades. 15 E o mesmo se pode dizer a propósito da prática, da identificação e do consumo de desporto, que no caso destas comunidades diaspóricas é praticamente um sinónimo de futebol.

37 O recente declínio do número de membros das associações portuguesas é notório em todos os locais que estudámos no Norte da Alemanha. ­Hamburgo não constitui exceção. As associações que continuam a existir funcionam também, com frequência, como bares ou restaurantes para clientes não portugueses. Existe na Alemanha um total de 140 associações, 17 missões católicas e 39 grupos folclóricos portugueses. Porém, tal como se verifica noutras áreas urbanas, como Hanôver, também em Hamburgo a cultura portuguesa é hoje predominantemente representada pela gastronomia, mais do que pelas associações de emigrantes portugueses. O grau de visibilidade dependerá da densidade populacional local de imigrantes portugueses e seus descendentes. Assim, Hamburgo constitui um caso exemplar em termos de representação e predomínio da gastronomia portuguesa, mas, ao mesmo tempo, é também um exemplo do recente declínio das associações portuguesas e da sua fragilidade estrutural e organizativa, não obstante a grande dimensão da comunidade lusa. O futebol tem um papel assinalável como elemento aglutinador dessa comunidade. Se aqui há décadas os portugueses se reuniam nas associações de imigrantes, ­atualmente encontram um substituto no campo de futebol ou em frente ao ecrã da televisão. O futebol é uma parte importante da vida diaspórica portuguesa na Alemanha enquanto atividade de lazer, de consumo e de identificação, e também como atividade com fins económicos. Nos feriados anuais (sobretudo no Dia de Portugal) e nas festas portuguesas (os chamados “bailes”), os jogos de futebol constituem um elemento chave, assim como a gastronomia portuguesa, ao passo que os “ranchos folclóricos” são apenas chamados a participar nas ocasiões mais importantes. Devido à constante falta de jogadores, estas equipas de futebol não integram apenas membros portugueses, mas também jogadores de outras nacionalidades. Do mesmo modo, há muitos portugueses que jogam em equipas gregas, ­espanholas, turcas ou alemãs. Consequentemente, a língua franca nos clubes de futebol portugueses é o alemão e não o português. Os jogos da primeira divisão portuguesa são apenas transmitidos nos estabelecimentos portugueses (e raramente noutros espaços públicos ou semipúblicos). Aqui, são também transmitidos jogos de outras ligas nacionais (a espanhola, por exemplo), em atenção ao caráter misto da clientela e devido a uma vontade deliberada de atrair mais espanhóis. O convívio entre portugueses e espanhóis é particularmente forte em Hamburgo e Hanôver, um facto que se manifestou também, durante os jogos do Euro 2008, na escolha da “segunda equipa” a apoiar, caso Portugal não conseguisse chegar à final. Quanto a este “segundo apoio”, a Espanha, com 35,2% de apoiantes, surgia em segundo lugar, logo a seguir à Alemanha, com 36,4%.

38 Quando lhes perguntámos se estavam informados sobre o futebol, ­apenas 16,4% dos entrevistados responderam “nunca” ou “raramente”. Quanto a este aspeto, a televisão portuguesa, a família, os amigos, os membros das ­associações e a Internet foram referidos como as principais fontes de informação. Na sua grande maioria, os entrevistados afirmaram apoiar Portugal e os clubes portugueses nos campeonatos internacionais, ainda que não fossem adeptos desses clubes em geral. Assim, a principal razão é o simples desejo de ver uma equipa portuguesa a alcançar sucesso internacional, “porque somos portugueses, sobretudo no que toca ao futebol”. No que diz respeito a apoiar as equipas de futebol alemãs, observámos que a maioria dos portugueses se mantinha leal à sua região de residência, apoiando as equipas locais ou regionais. A identificação com a região ou o contexto local parece ser muito mais importante do que um sentido geral de “pertença à Alemanha”.

39 A abertura a outras culturas é evidente, tanto no que diz respeito às atividades de lazer comuns, como em termos de uma adaptação aos hábitos alimentares do país de acolhimento. Isto parece constituir um desenvolvimento natural, resultante da permanência de várias décadas dos imigrantes portugueses em Hamburgo e da dimensão relativamente pequena da sua comunidade, o que conduz a uma interação mais intensiva com indivíduos de outras nacionalidades. Entre os traços comuns que observámos em todos os contextos alemães estudados conta-se o declínio da importância da língua portuguesa e da participação voluntária de diferentes gerações nos clubes portugueses, com a exceção do clube desportivo Casa do Sporting de Hamburgo, onde o futebol funciona como um interface para os luso-descendentes. Ainda que estes se vejam a si próprios como híbridos que sentem uma relação mais próxima ou com a cultura de acolhimento alemã ou com a cultura portuguesa que herdaram, nenhum deles nega ou recusa as suas raízes portuguesas ou alemãs.

Conclusão: respostas afirmativas ao emigrant script e imperativos de integração no domínio do lazer

40 O presente artigo mostra que as equipas de futebol regionais ou amadoras fundadas por imigrantes portugueses ou luso-descendentes desempenham um papel ativo na paisagem dos clubes de futebol da cidade de Hamburgo e funcionam frequentemente como um interface para intercâmbios multiculturais. Para muitos portugueses, assistir a jogos de futebol do país de origem constitui um modo de coabitação, uma das principais atividades praticadas entre as comunidades portuguesas e um importante elemento económico dos seus estabelecimentos gastronómicos, onde se observa um sincretismo entre a cozinha tradicional portuguesa e elementos espanhóis e alemães, com vista a satisfazer os desejos e as preferências de uma clientela predominantemente não portuguesa.

41 Como explicámos na primeira parte deste estudo, os migrantes portugueses são alvo dos discursos governamental e populares portugueses e de imperativos de integração alemães.

42 A gastronomia e o futebol portugueses surgem como espaços socioculturais privilegiados que funcionam simultaneamente como um contexto para performances de pertença a Portugal e como espaços sociais para a interação cultural. Aqui, o desejo de manter e reproduzir elementos de uma “cultura de origem” diversamente narrada, debatida e imaginada encontra um terreno comum no convívio com indivíduos de outras nacionalidades, ao mesmo tempo que se abre à integração de elementos culturais e de parceiros de interação dos seus contextos locais. Nas suas formas gastronómicas comercializadas, a cozinha portuguesa sofreu, por razões económicas, um processo de hibridização com elementos sobretudo alemães e espanhóis, o que demonstra a integração no seu contexto diaspórico específico.

43 Aquilo a que Lubkemann (2002) chamou emigrant script continua vigente hoje em dia: espera-se que os emigrantes permaneçam leais e ligados ao seu país de origem, “não obstante uma ausência cuja principal característica é o seu caráter em grande medida involuntário” (Noivo 2002: 264). Tomando em consideração estes estudos anteriores, procurámos compreender de que modos os imigrantes portugueses na Alemanha exprimem em público o seu sentido de pertença nacional. De que modo partilham e demonstram uma lealdade (que se espera duradoura) a Portugal? Uma importante ocasião social para tais performances públicas é proporcionada pela transmissão internacional de eventos futebolísticos que, neste caso, envolvem clubes, jogadores e treinadores portugueses e, ainda mais proeminentemente neste contexto, a participação da seleção nacional portuguesa no palco internacional dos mega-eventos futebolísticos. Tais ocasiões lançam uma breve mas intensa luz sobre as minorias portuguesas. No futebol, Portugal é um jogador global altamente desenvolvido, moderno e bem-sucedido. Durante os megaeventos de futebol, também as câmaras de televisão dos principais canais portugueses são apontadas aos emigrantes, que se apresentam a si próprios (mais visivelmente desde que o treinador brasileiro Scolari promoveu esta carnavalesca moda durante o Euro 2004) adornados com as cores vermelha e verde da seleção portuguesa. Como afirmou um dos nossos entrevistados do sexo masculino em Hamburgo, que acabara de se queixar de que “em Portugal nada funciona como deve ser, tirando a comida e o clima”: “No que toca ao futebol, somos sempre os ‘bons portugueses’!”

44 Na Alemanha, a formação social do “futebol português” (para uma ­conceptualização do termo, veja-se Domingos, bem como Tiesler, neste volume) sublinha o seu caráter transnacional de uma forma que é também específica a este contexto diaspórico: o futebol amador português tornou-se um fórum internacional de jogadores de diferentes nacionalidades, onde o ­alemão ­funciona como a língua franca. A identificação futebolística entre os portugueses introduziu um elemento “translocal” diaspórico específico: um apoio secundário aos clubes alemães locais e à seleção nacional do país de acolhimento pode ser observado, a par de uma aparentemente eterna lealdade à – e paixão pela – seleção nacional portuguesa e às equipas da primeira divisão de ­Portugal. Tendo em conta este potencial para a performance da dupla pertença e integração, acreditamos que não é coincidência o facto de o futebol e a gastronomia se terem tornado os elementos mais visíveis da cultura popular na vida quotidiana da diáspora portuguesa na Alemanha.

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Notas

2 A nossa investigação na Baixa Saxónia teve como objeto famílias e associações portuguesas estabelecidas em zonas rurais, nomeadamente em Hessisch Oldendorf, Hameln e Osnabrück. O texto inclui referências comparativas específicas a estes contextos. Diversos portugueses residentes nestas áreas participaram também no inquérito (ver em baixo).

3 O questionário foi administrado na Alemanha (nomeadamente em Hamburgo, Hanôver, ­Osnabrück e Hameln) entre 5 de junho e 12 de agosto de 2008, com a participação de 32 mulheres e 42 homens, e na Suíça, entre 5 e 11 de junho de 2008, durante a fase de grupos do Euro 2008, com a participação de 22 mulheres e 40 homens com idades compreendidas entre os 15 e os 67 anos. A maioria destes participantes era residente na Suíça, mas alguns deles estavam apenas de visita ao país (por ocasião do megaevento futebolístico). Ao longo do ano seguinte, outros 136 portugueses ­residentes em diversos países responderam à versão online do questionário. Alguns dos dados resultantes desta pesquisa estão disponíveis em.

4 Nestes casos, os clubes desportivos locais reuniam o maior número de apoios (Hamburger S. V. e St. Pauli, Hannover 96, V. F. L. Osnabrück), mas registaram-se também referências ao Werder Bremen (no qual jogavam Diego e Hugo Almeida), ao Manchester United (Ronaldo) e ao Chelsea (nos tempos de Mourinho).

6 Particularmente relevantes para o nosso trabalho foram, entre outras obras pioneiras, Almeida (1975) e Serrão (1977), seguidas pelos contributos de Boura et al. (1984), Brettell (1986) e Trindade (1981, 1986a, 1986b), bem como por estudos mais recentes publicados nas edições especiais das revistas Diaspora (Klimt e Lubkemann 2002b) e Etnográfica (Klimt e Leal 2005), e, finalmente, pela coletânea editada por Melo e Silva (2009).

8 Geração imigrante de antigos territórios alemães que foram anexados por diversos estados da Europa de Leste após a II Guerra Mundial, como a Silésia e a Pomerânia.

9 A distribuição dos campos de pesquisa entre os membros da equipa internacional foi decidida de acordo com as competências linguísticas dos investigadores. Para este contexto específico, era necessário ser fluente em alemão e português e ter conhecimento direto das sociedades de acolhimento e de origem. Dentro da equipa, só as duas investigadoras que assinam o presente trabalho satisfaziam tais requisitos.

10 Os imigrantes de primeira geração trabalhavam principalmente nas indústrias pesqueira e portuária, mas também noutros setores, como a indústria aeronáutica (Airbus) ou a indústria de processamento de alimentos.

12 Freud (2010) referiu mais de 300 estabelecimentos gastronómicos e 129 supermercados, minimercados e mercearias geridos por portugueses na Alemanha, a maioria dos quais localizada em ­Hamburgo.

13 Klimt observou também entre os portugueses de Hamburgo uma certa propensão para a discussão de aspetos culinários, tal como a mencionada na entrevista que citámos acima. Na sua pesquisa sobre os grupos de dança folclórica de Hamburgo, a autora refere que diversas das mulheres dos ranchos participantes não conseguiam chegar a acordo quanto à verdadeira receita do caldo verde , a sopa de couve portuguesa (Klimt 2005: 105-118).

14 O desconhecimento dos consumidores alemães e a ausência de marketing para a gastronomia portuguesa têm como consequência uma baixa procura, o que torna difícil aos restaurantes portugueses existentes fornecerem os seus produtos gastronómicos a preços baixos.

15 Consultem-se dados selecionados resultantes do nosso inquérito em.

Para citar este artigo

Referência da edição impressa

Nina Clara Tiesler e Nélia Alves Bergano , « Ligações culturais entre portugueses na Alemanha: o futebol e a gastronomia como espaços sociais para convívios internacionais », Etnográfica, vol. 16 (1) 2012, 117-142.

Referência da edição eletrónica

Nina Clara Tiesler e Nélia Alves Bergano , « Ligações culturais entre portugueses na Alemanha: o futebol e a gastronomia como espaços sociais para convívios internacionais », Etnográfica [Online], vol. 16 (1) 2012, Online desde 06 março 2012, consultado em 20 fevereiro 2021. URL : ; DOI :

Autores

Nina Clara Tiesler

Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Portugal

Apostas e jogos online em Portugal a crescer: Futebol é ‘desporto rei’, curiosidades e dicas

Em Portugal, já são duas dezenas as licenças para atividades de apostas desportivas ou exploração de jogos de fortuna ou azar.

O futebol, ou não fosse o ‘desporto rei’, assumiu-se novamente em 2019 como a modalidade angariadora de maior volume de apostas.

A liga principal inglesa, considerada por todos como das mais competitivas do mundo, é a que mais cativa os apostadores ‘lusos’.

Neste artigo, damos a conhecer as categorias de jogos e apostas online. Pode também saber o que são as casas de apostas e até ajudamos como algumas dicas a seguir.

Não estará sozinho, O universo de apostadores voltou a crescer. as apostas continuam a atrair os portugueses: no ano passado, foram mais 163,9 mil novos jogadores registados e as receitas também subiram.

Duas dezenas de licenças em Portugal

Ao todo, 12 entidades estavam autorizadas a exercer a atividade de exploração de jogos e apostas online em Portugal no final de 2019, mais três face ao mesmo período de 2018.

O Estado tem uma palavra a dizer no licenciamento e fiscalização de uma atividade.

O relatório mais recente do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos Turismo de Portugal, um organismo estatal que superintende a exploração de apostas e jogos de casinos, revela dados interessantes.

No seu conjunto, as 12 entidades são detentoras de 20 licenças (nove licenças para exploração de apostas desportivas à cota e 11 licenças para exploração de jogos de fortuna ou azar).

Os números revelam o fulgor do sector. Durante o 4º trimestre de 2019, a atividade de jogos e apostas online gerou cerca de 65,4milhões de euros de receita bruta1, valor superior em 22,4 milhões de euros (52,1%) comparativamente ao período homólogo de 2018.

As apostas e os jogos online são importantes receitas do Estado. O valor total do Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) ascendeu, no 4º trimestre de 2019, a 35,8milhões de euros, superior em cerca de 14,4milhões de euros (67,4%) ao apurado para o mesmo período de 2018

As receitas continuam em alta. No 4º trimestre de 2019, a receita bruta das entidades exploradoras de apostas desportivas à cota online atingiu o valor de 33,4milhões de euros, registando-se um aumento de 11,9 milhões de euros face a igual período de 2018.

» O futebol continuou a ser a modalidade desportiva onde se regista o maior volume de apostas, representando 74,57% do total de apostas desportivas efetuadas;

» Ao nível das competições desportivas, a Premier League inglesa representou 10,2% do volume de apostas efetuadas na modalidade de futebol, seguida da UEFA Champions League, da Primeira Liga portuguesa e da La Liga espanhola, que representaram, respetivamente, 9,2%,8,3%e 6,8%. Esteja atento aos jogos de hoje;

» A segunda modalidade com maior volume de apostas no 4º trimestre de 2019 foi o basquetebol;

» No 4º trimestre de 2019, e no conjunto das 125 entidades exploradoras, apuraram-se 163,9 mil novos registos de jogadores, registando-se um acréscimo de 60,5 mil face ao registado em igual período do ano anterior (103,5 mil novos registos de jogadores);

» Durante o 4º trimestre de 2019, observou-se a prática de jogo, ou seja, a realização de pelo menos uma aposta em jogos de fortuna ou azar ou em apostas desportivas à cota online,em cerca de 390,4 mil jogadores.

Categorias de jogos e apostas online

» Apostas desportivas à cota
» Apostas hípicas, mútuas e à cota
» Jogos de fortuna ou azar, nos quais se incluem os seguintes tipos:
» Bacará ponto e banca/Bacará ponto e banca Macau;
» Banca francesa;
» Blackjack/21;
» Bingo;
» Jogos de máquinas compostos por três ou mais rolos giratórios, com símbolos ou outras representações gráficas, que se vão progressivamente imobilizando sob a linha ou linhas de jogo, com o objetivo de formar combinações de símbolos;
» Póquer em modo de torneio;
» Póquer não bancado nas variantes «omaha», «hold’em» e «póquer sintético»;
» Póquer sem descarte;
» Roleta americana;
» Roleta francesa.

Uma casa de apostas é um espaço onde se pode fazer as tuas apostas. Existem casas físicas e casas online. Nas casas online, como os casinos online, é cómodo e rápido colocar uma aposta. A maioria das casas de apostas online tem disponível um grande número de desportos e formas de apostar.

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